Deezer desmonetiza IA na música e coloca solução à venda

Deezer desmonetiza IA na música e coloca solução à venda


Veja o resumo da notícia!





  • A Deezer combate fraudes de músicas criadas por , buscando e regulação no mercado musical, que enfrenta milhões de faixas fraudulentas.
  • A plataforma detectou um alto volume de uploads diários gerados por IA, com streams associados majoritariamente fraudulentos, impactando direitos autorais.
  • A Deezer age desmonetizando e removendo reproduções fraudulentas, protegendo artistas e compositores, e agora comercializa sua tecnologia anti-.
  • A tecnologia da Deezer identifica músicas geradas por IA e se adapta a diversas ferramentas, protegendo direitos artísticos e promovendo a criatividade humana.

O espaço da inteligência artificial no mercado da está cada vez maior e, com isso, alguns conflitos chamam cada vez mais atenção. A plataforma de Deezer está na não só para identificar e combater fraudes com músicas geradas por IA, mas também por vender a tecnologia que usa para detectar tudo isso.

É um recado claro: a precisa de mais transparência e regulação da IA. 

O tamanho do problema: milhões de faixas e muita fraude

Em 2025, a Deezer detectou mais de 13,4 milhões de faixas geradas por IA. Pra ter uma ideia, estamos falando de cerca de 60 mil uploads diários que são puramente “made by machine”, o que representa quase 40% de todo o conteúdo novo recebido. 

O mais chocante é que, embora essas músicas representem uma fatia pequena do total de streams (entre 1% e 3%), até 85% dos streams associados a elas foram classificados como fraudulentos. Compare isso com a fraude de apenas 8% no restante do catálogo… É uma diferença gritante. Por isso, a Deezer está desmonetizando e removendo essas reproduções dos pagamentos de royalties, protegendo assim os artistas e compositores de verdade.

Alexis Lanternier, CEO da Deezer, é direto: 

“Sabemos que a maioria das músicas geradas por IA são publicadas na Deezer com o objetivo de cometer fraudes, e continuamos a agir.”

De combatente interno a fornecedora de tecnologia Anti-Fraude

A Deezer foi pioneira em marcar e excluir músicas de IA das recomendações, evitando que fraudadores se aproveitassem dos direitos autorais. Agora, a empresa decidiu ir além e está comercializando sua tecnologia de detecção de IA.

A ideia é simples: oferecer à indústria musical uma ferramenta poderosa para combater a fraude e incentivar a transparência em todo o ecossistema. Já rolaram testes bem-sucedidos com grandes players, como a Sacem (Sociedade de Autores, Compositores e Editores Musicais da França). 

“Estamos licenciando a tecnologia para torná-la amplamente disponível para o mercado”, reforça Lanternier. No , a visão é a mesma. Rodrigo Vicentini, General Manager da Deezer na América Latina, comenta:

 “Estamos comprometidos em trazer ao Brasil tecnologia que não apenas detecta conteúdos gerados por IA, mas que também protege os direitos de quem cria e incentiva a criatividade humana como motor principal da plataforma.”

Como funciona a detecção da Deezer?

A ferramenta da Deezer é super sofisticada. Ela consegue identificar músicas 100% geradas por IA de plataformas como Suno e Udio, e pode ser adaptada para detectar de praticamente qualquer outra ferramenta similar. O mais legal é que ela não precisa de um conjunto de dados específico para treinar, o que a torna ainda mais eficaz e generalista.

A Deezer também está super engajada na proteção dos direitos dos artistas, sendo a única plataforma de streaming a assinar a declaração global sobre treinamento de IA. Isso mostra um compromisso real com a ética e a em meio à revolução da inteligência artificial.

A IA é um desafio e tanto para o . Um estudo da CISAC e PMP Strategy aponta que quase 25% da receita dos criadores está em risco até 2028, o que pode chegar a € 4 bilhões. É um cenário que exige atenção total!

Por isso, além de desmonetizar as faixas fraudulentas, a Deezer também as remove das recomendações algorítmicas e das playlists editoriais. O objetivo é garantir que essas músicas “artificiais” não roubem o espaço e a remuneração de quem realmente cria. O futuro pode trazer ainda mais medidas, incluindo atualizações nas políticas para fornecedores e remoção definitiva de conteúdos.

A Deezer está pavimentando o caminho para um futuro musical mais justo, onde a tecnologia seja uma aliada da criatividade humana, e não uma ferramenta para fraudes. É um movimento importante para todo o setor, que ainda está buscando quais são as ações mais eficazes para lidar com a IA de forma justa.

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