Crítica: Love Me, Love Me equilibra clichês e emoção com sinceridade

Crítica: Love Me, Love Me equilibra clichês e emoção com sinceridade

Há um momento recorrente em romances em que o mundo parece ao mesmo vasto e sufocante, quando uma única escolha pode mudar tudo. Love Me, Love Me captura essa sensação com eficiência ao construir um triângulo amoroso contemporâneo ambientado entre ruas italianas e o universo competitivo de uma escola internacional de elite. Sob a direção de Roger Kumble, o filme combina elementos familiares do gênero com uma abordagem emocional mais centrada no e na reconstrução pessoal.

A trama acompanha June, interpretada por Mia Jenkins, uma jovem marcada pela morte repentina do irmão. Em busca de recomeço, ela se muda para Milão e passa a estudar em uma instituição internacional prestigiada. O cenário é deslumbrante, com pátios de pedra e fachadas ensolaradas, mas o terreno emocional que June percorre é instável e repleto de inseguranças.

Logo no início, June encontra em Will, vivido por Luca Melucci. Aplicado e previsível, ele representa estabilidade em meio ao caos da protagonista. Will é o tipo de parceiro atento e responsável, cuja presença transmite . A relação entre os dois se desenvolve com naturalidade, criando um vínculo que parece oferecer à jovem um diante do trauma recente.

A chegada de James, interpretado por Pepe Barroso Silva, altera esse equilíbrio. Melhor amigo de Will, ele carrega uma aura imprevisível, envolvido em lutas clandestinas e decisões impulsivas. James introduz risco e intensidade à narrativa, desafiando as expectativas de June sobre o que o amor deve ser. O contraste entre a calma de Will e a instabilidade de James sustenta a tensão dramática do filme.

Entre o luto e o desejo

O diferencial de Love Me, Love Me está na forma como o triângulo amoroso funciona como metáfora para o processo interno da protagonista. Mais do que escolher entre dois rapazes, June precisa decidir qual versão de si mesma deseja abraçar. O equilibra momentos previsíveis do gênero, como quase-beijos e conversas à luz da lua, com cenas em que a personagem confronta diretamente sua dor.

Mia Jenkins conduz o filme com interpretação contida e sincera, evitando exageros melodramáticos. Sua química com os dois parceiros de cena sustenta a credibilidade da disputa amorosa. Melucci entrega um Will que vai além do estereótipo do “bom moço”, enquanto Barroso Silva imprime carisma e vulnerabilidade a James, tornando o conflito mais complexo do que aparenta.

Visualmente, Roger Kumble explora o charme de Milão com enquadramentos elegantes e atmosfera romântica. A escola, instalada em um palacete histórico, adiciona imponência ao cenário, contrastando com a turbulência emocional dos personagens. A cidade funciona quase como um personagem adicional, ampliando o sentimento de descoberta.

O filme perde ritmo em seu segundo ato, quando a narrativa repete conflitos já estabelecidos sem aprofundar significativamente as consequências. Algumas reviravoltas são previsíveis e certas motivações poderiam ser mais bem desenvolvidas. Ainda assim, esses deslizes não comprometem o impacto emocional central da história.

Ao final, Love Me, Love Me se mostra mais do que um adolescente convencional. É um sobre luto, escolhas e amadurecimento, que encontra na vulnerabilidade de sua protagonista o seu principal trunfo. Mesmo apoiado em fórmulas conhecidas, o longa entrega uma experiência sensível e envolvente, capaz de permanecer na memória após os créditos.

Love Me, Love Me está disponível no .

Nota: 3,5 / 5

 

Fonte: CINEPOP

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