Crise no Ministério Público do Maranhão: Disputa de poder expõe racha institucional

Crise no Ministério Público do Maranhão: Disputa de poder expõe racha institucional

Uma reviravolta no caso que investiga o desvio de R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia deflagrou uma crise interna profunda no do (MP-MA). O estopim foi a manifestação favorável da Procuradoria-Geral de (PGJ) pela liberdade provisória do prefeito afastado, Paulo Curió, da primeira-dama Eva Curió e de outros investigados. A decisão resultou no pedido de exoneração em dos membros do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) no último domingo.

Em entrevista nesta terça-feira (13), o ex-procurador-geral Eduardo Nicolau subiu o tom contra o atual chefe da instituição, Danilo Ferreira. Nicolau, que comandou o MP-MA durante as gestões de e Carlos Brandão, saiu em defesa dos promotores do Gaeco, evidenciando um racha na cúpula da instituição. Nos , a movimentação é lida como parte de uma disputa de influência, já que Nicolau é apontado por colegas como alguém que ainda busca retornar ao cargo máximo do órgão.

O Caso turilândia e as cifras milionárias

A aponta que o esquema de corrupção teria operado nos últimos quatro anos, drenando recursos que deveriam ser aplicados em áreas básicas do município. O parecer pela soltura dos envolvidos foi interpretado pelos promotores especializados como um enfraquecimento das investigações e da autonomia técnica do Gaeco.

Cenário político e sucessão no MP

A crise ocorre em um momento politicamente sensível: o debate sobre a recondução de Danilo Ferreira ao comando da Procuradoria-Geral por mais dois anos. O embate público com Nicolau coloca em xeque a estabilidade interna e a coesão do Ministério Público diante de casos de alta voltagem .

A Gaeco defende a manutenção das prisões para garantir a ordem pública e a integridade das provas. Já a PGJ manifestou-se pela liberdade provisória, gerando a reação imediata do grupo especializado.

Agora o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) deverá decidir se acolhe o parecer da PGJ ou se mantém as prisões conforme solicitado inicialmente pelo Gaeco.

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Fonte: O Imparcial

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