Crianças desaparecidas: 60 dias de dor e incerteza em Bacabal

Crianças desaparecidas: 60 dias de dor e incerteza em Bacabal

Neste dia 4 de março completam 60 dias desde o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, do quilombo São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal.

O caso, que começou como um dia de brincadeiras na zona rural, transformou‑se em uma das maiores mobilizações de busca da região e segue sem respostas concretas até o momento.

Na tarde de 4 de janeiro de 2026, as crianças saíram de casa na comunidade quilombola para brincar e procurar um pé de maracujá, acompanhadas do primo de 8 anos, Anderson Kauan.

Quando a família percebeu que não haviam retornado, os moradores alertaram as autoridades e começou a maior operação de busca já vista na área.

O primo Anderson foi encontrado três dias depois, a cerca de quatro quilômetros da área onde as crianças haviam sido vistas pela última vez.

Ele estava vivo, debilitado por desidratação e perda de peso, e foi levado para o Hospital Geral de Bacabal, onde recebeu atendimento e depois teve alta.

Força‑tarefa nas buscas pelas crianças
Desde o início, a operação reuniu um grande contingente de forças de e voluntários. Foram mobilizadas mais de 500 pessoas, incluindo equipes da Civil e Militar do Maranhão, Corpo de Bombeiros, Marinha do , Exército Brasileiro, polícia rodoviária, CTA e grupos de voluntários, além de moradores da região.

As buscas se estenderam por mata densa, trilhas irregulares, lagos, áreas inundadas e, principalmente, ao longo do Rio Mearim, considerado uma das zonas mais desafiadoras para as equipes devido à vegetação fechada e às chuvas que dificultam o .

No decorrer das primeiras semanas, equipes especializadas utilizaram equipamentos de sonar, mergulhadores e varreduras pelo curso do rio, mas nenhum vestígio concreto das crianças foi encontrado na água.

Principal linha de investigação: caíram no rio
A principal linha de investigação da Polícia Civil do (PC‑MA) permanece sendo a possibilidade de que as crianças tenham caído no rio enquanto exploravam a mata — embora outras hipóteses ainda não tenham sido descartadas oficialmente.

Diversas informações levantadas nas , inclusive reportagens de supostas aparições das crianças em cidades como , acabaram sendo apuradas e descartadas pelas autoridades após diligências que não confirmaram qualquer ligação com o caso.

Famílias e impactos comunitários

A família luta para manter a esperança, apesar do desgaste físico e emocional que a espera tem causado. A avó das crianças, Francisca Cardoso, chegou a declarar publicamente que acredita que os netos não estão mais na mata e que alguém pode tê‑los levado — posição que acrescentou mais dor às especulações, mas que também motivou a família a continuar pedindo por qualquer informação. “A esperança não morre. Só queremos encontrar nossos netos vivos e seguros”, disse Francisca.

Nos últimos dias, Francisca foi vítima de um atropelamento em Bacabal, após sua declaração. Um episódio traumático que sua família afirma ter sido intencional, embora as circunstâncias ainda não estejam totalmente esclarecidas, algo que a polícia está investigando.

A busca continua
60 dias após o desaparecimento as equipes seguem com as investigações e buscas, embora o foco principal de varredura intensa em mata e áreas fluviais tenha sido reduzido conforme o avanço dos trabalhos. A Polícia Civil mantém o inquérito em andamento, com análise detalhada de cada informação recolhida e sem descartes definitivos de qualquer linha de investigação que possa levar ao paradeiro das crianças.

Cada nova informação é tratada com seriedade pelas autoridades, enquanto familiares pedem por atenção, cuidado e solidariedade. A cidade, que conhece a dor da espera, não deixa de acreditar que Ágatha e Allan possam voltar para casa, seguros e abraçados por quem os ama, e deixando no passado, um dos episódios mais angustiantes da história recente da cidade.

“Não sabemos se estão na mata ou se alguém os levou. Mas não vamos desistir. Esperamos por todos os dias”, diz Clarice Cardoso, mãe de Ágatha e Allan. “Lidar com as coisas dói de um jeito silencioso e profundo. Todos os dias peço a Deus que ele traga meus filhos de volta eu preciso deles. Peço a todos vocês que continuem orando e pedindo a Deus pra que ele mostre onde estão meus filhos pra que Ele possa desvendar esse mistério”, pede Clarice.

Audiência pública
No último dia 2, o comandante-geral, coronel Célio Roberto, participou, em Brasília, de debate na Comissão de Direitos Humanos (CDH), do , que trata que trata do desaparecimento de crianças e adolescentes, com foco na prevenção e investigação.

Em sua fala, o coronel Célio Roberto, apresentou etapas da operação, com atuação de equipes em terra e rio. Ele destacou a integração de políticas públicas para evitar novos casos e garantir a localização célere dos desaparecidos e pontuou que o trabalho continua, destacando ainda, a atuação técnica dos bombeiros na operação de buscas em Bacabal, que mobilizou equipes especializadas.

Investigações e hipóteses

  • A Polícia Civil do Maranhão segue com várias linhas de investigação:
  • Possibilidade de que as crianças tenham se perdido na mata;
  • Queda ou próximo ao rio.

Linha do tempo – 60 dias de busca
04/01 – Desaparecimento das crianças; primo Anderson é o único encontrado nos primeiros dias;
07/01 – Anderson é encontrado debilitado e levado ao hospital para atendimento;
05 a 10/01 – Início da força-tarefa com Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e voluntários;
11 a 20/01 – Varredura intensiva na mata e no Rio Mearim;
21 a 30/01 – Uso de equipamentos especializados e mergulhadores; reforço das buscas em áreas alagadas;
01 a 10/02 – Boatos e informações falsas nas redes sociais; polícia faz checagem de cada denúncia;
11 a 27/02 – Continuidade da investigação, entrevistas com moradores e familiares; buscas ainda ativas;
Hoje – 60º dia – Operações continuam, familiares e comunidade mantêm vigília e esperança.

Fonte: O Imparcial

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