Cannabis medicinal: avanços, evidências científicas e os desafios do tratamento

Cannabis medicinal: avanços, evidências científicas e os desafios do tratamento

A cannabis medicinal superou as barreiras ideológicas e se consolidou como uma pauta relevante na contemporânea. Com a expansão das autorizações da e o aumento da demanda, médicos defendem que o tema seja tratado com base em evidências sólidas. A substância atua no sistema endocanabinoide, uma rede de comunicação interna composta por receptores (CB1 e CB2) e substâncias naturais como a anandamida, que ajudam a regular funções vitais como dor, sono, apetite, humor e inflamações.

Os dois principais pilares desse tratamento são o CBD (canabidiol) e o THC (tetra-hidrocanabinol). O CBD não é psicoativo, não provoca sensação de “barato”, é geralmente bem tolerado e foca no controle de convulsões e inflamações. Já o THC possui efeitos psicoativos, podendo alterar a percepção, mas é eficaz como analgésico, relaxante muscular e estimulante de apetite. Ambos exigem acompanhamento rigoroso, pois o CBD pode causar fadiga e alterações hepáticas em doses altas, enquanto o THC está associado a taquicardia, boca seca e prejuízos cognitivos.

Indicações Clínicas e Eficácia

De acordo com especialistas como a neurologista Thaís Augusta e o psiquiatra Adiel Carneiro Rios, as indicações com maior respaldo científico incluem dor crônica, espasticidade na esclerose múltipla e náuseas decorrentes de quimioterapia. No caso da epilepsia, a comprovação é alta para a redução de crises em condições específicas, como as síndromes de Lennox-Gastaut e Dravet, além da Esclerose Tuberosa.

Por outro lado, no campo da psiquiatria, a aplicação é mais restrita. Não há comprovação forte para o uso de cannabis como tratamento principal para depressão ou a maioria dos transtornos de ansiedade. No caso da depressão, os benefícios costumam ser indiretos, resultantes da melhora da dor ou do sono. O tratamento deve ser sempre individualizado, com início em doses baixas e ajustes progressivos, levando semanas para apresentar resultados consolidados.

Riscos, Contraindicações e Mental

O uso de cannabis, especialmente o THC, exige cautela extrema em indivíduos vulneráveis. A substância pode precipitar crises de , desorganizar o sono e, em casos de predisposição genética ou histórico familiar, desencadear episódios psicóticos caracterizados por delírios ou alucinações. Estudos indicam que quanto maior a intensidade e frequência do uso, maior a probabilidade de desenvolver quadros graves de .

A atenção deve ser redobrada em pacientes com transtorno bipolar. Esta condição, que alterna fases de depressão com estados de mania (euforia, irritabilidade e impulsividade), pode ser agravada pelo uso da cannabis. Pesquisas associam a planta à piora no curso da doença e ao aumento da ocorrência de episódios maníacos, reforçando a necessidade de uma avaliação médica criteriosa antes de iniciar qualquer terapia com canabinoides.

Fonte: O Imparcial

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