Em seu modo “Prime”, como canta na faixa “Nadie Sabe”, Benito é o maior artista internacional do momento. Após ganhar o Grammy de Álbum do Ano e se apresentar no Super Bowl, ele segue com a “Debí Tirar Más Fotos World Tour”, que logo desembarca por aqui.
Falando em Brasil, o show do intervalo foi uma oportunidade para os brasileiros conhecerem a obra de Benito Antonio Martínez Ocasio. Além de ouvir um dos maiores hits do cantor latino, o público também teve a oportunidade de identificar símbolos e itens que fazem parte do nosso dia a dia — afinal, nós também somos latinos.
O Tracklist separou alguns itens que comprovam que o Brasil foi representado e outros momentos da apresentação que merecem sua atenção.
Brasilidades no Super Bowl
Além da bandeira verde e amarela no momento em que o cantor celebra os países que fazem parte da América Latina, itens da nossa cultura e do nosso cotidiano estavam presentes no gramado do Levi’s Stadium, na Califórnia.
A começar pelos chapéus de palha, aqui usados em festas juninas, mas também no campo, assim como em Porto Rico, terra natal de Benito. Lá, o item é chamado de “pava”. Passando pelas plantações de cana-de-açúcar — cultivo importante em diferentes países do continente — até as partidas de dominó, que embalam as reuniões de amigos e família.
Ser empreendedor está na nossa veia: se o comerciante não tem um espaço físico, tudo se ajeita com a famosa banquinha. Por sinal, na apresentação, na falta de uma, havia várias: a barraquinha do coco, a barraquinha das bebidas e, a mais curiosa na opinião da jornalista que vos escreve, a barraquinha de compra e venda de ouro e prata.
Cuidar da aparência é algo importante na cultura latina e latino-brasileira. Isso é retratado com a barbearia, nas meninas fazendo as unhas e trançando o cabelo.
Um dos itens que mais chamou a atenção foi o garoto dormindo em cima de três cadeiras, no meio da festa de casamento — que, sim, foi de verdade. Certeza de que esse momento desbloqueou memórias de várias pessoas..
Convidados mais que especiais
Muito se fala de Lady Gaga e Ricky Martin, mas eles não foram os únicos convidados especiais da apresentação de Bad Bunny.
A começar pela famosa casita, que representa uma típica moradia porto-riquenha, mas facilmente também poderia ser uma casa brasileira. O palco especial, que acompanha o cantor desde a sua residência em sua terra natal, é inspirado nas chamadas parties de marquesina, festas da cultura do reggaeton que podem se assemelhar às resenhas entre amigos.
Os convidados da vez foram Alix Earle, Cardi B, Dave Grutman, KAROL G, Jessica Alba, Pedro Pascal, Ronald Acuña Jr. e Young Miko.
Sempre muito conectado ao esporte, o astro do reggaeton contou com a participação dos boxeadores latinos Xander Zayas e Emiliano Vargas. Bad Bunny é apaixonado por futebol, Fórmula 1 e ainda é lutador da WWE.
A participação de Lady Gaga pegou boa parte do público de surpresa ao aparecer no show, mas sua aparição é muito especial, visto que Benito é um Little Monster. Inclusive, em entrevista, ele já declarou que “Chromatica” é um dos seus álbuns favoritos e refúgio em momentos de tristeza.
A Mother Monster apareceu vestida com as cores de Porto Rico e ainda usava uma flor de Maga, espécie típica da ilha. Em seu número de salsa, Gaga estava acompanhada do Los Sobrinos, músicos porto-riquenhos que vem acompanhando Bad Bunny em suas apresentações.
Parceiros do cantor no single “CAFé CON RON”, o grupo Los Pleneros de La Cresta, que também estão com Bad Bunny desde a residência, protagonizaram um ato importante no Super Bowl. O grupo boricua se apresentou durante o momento em que o reggaetonero citou todos os países da América, de acordo com o quadro “América Invertida”, do uruguaio Joaquín Torres García.
Não muito notado, mas quem também participou foi o irmão mais novo do artista, o modelo Bernie Ocasio. Ele apareceu durante o desfile das bandeiras e na música “DTMF”. Essa não é a primeira vez que ele dá as caras em projetos do irmão: Bernie também esteve nos clipes de “Yo Visto Así” e “La Mudanza”.
O show de Bad Bunny no Super Bowl foi marcado por muita união, simbolismo, identificação e amor. Apesar de todo o cenário de ódio da política internacional, ele usou o amor e a arte como forma de alívio.
Veja o show de Bad Bunny no Super Bowl
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