Barolo diz que São Paulo vive o “pior momento da história”

Barolo diz que São Paulo vive o “pior momento da história”

O Clube enfrenta uma grave crise institucional, marcada por investigações sobre supostos saques de R$ 11 milhões envolvendo o presidente Julio Casares.

Para Rogério Barolo, que participou do programa Domingol da CNN no último domingo (11), este é “sem dúvida, o pior momento da história do São Paulo em todos os aspectos”.

Barolo, que tem 56 anos e se considera são paulino “desde que se conhece por gente”, afirmou que a situação atual é apenas o estopim de um processo de deterioração que já dura anos.

“O São Paulo vem sendo destruído pelo mesmo grupo de pessoas há pelo menos 15 anos. É o mesmo grupo, você pode ver que eles revezam no poder”, declarou.

Segundo o ex-jogador, foi criada dentro do clube uma estrutura que perpetua o mesmo sistema de poder.

“Casares já participava da gestão do Aidar, foi vice do Aidar, participou da gestão do Leco. O futuro do São Paulo é decidido sempre pelas mesmas pessoas”, explicou.

e falta de perspectiva

O que mais preocupa Barolo não é apenas a crise atual, mas a falta de perspectiva para o futuro.

“É bom lembrar que não foi nada aprovado contra ninguém, a polícia está investigando o caso, ninguém foi condenado, ninguém foi julgado. Mas os indícios de irregularidades e crimes são fortíssimos”, ponderou.

Ele criticou duramente o nível das pessoas que comandam o clube atualmente, chamando-as de “figuras patéticas” do ponto de vista profissional.

Barolo mencionou que os investigadores que estão cuidando do caso são “especialistas em crime organizado”, o que demonstra a gravidade da situação.

“Dentro do São Paulo, eu acredito que nada vai acontecer na sexta-feira, ele vai continuar no poder”, previu Barolo, referindo-se à possível decisão interna sobre Casares.

“São as mesmas pessoas que lesam o clube, são as mesmas que punem ou não punem. Eles que decidem”, completou.

Barolo também mencionou que, diferentemente de outros clubes, não existe no São Paulo uma disputa equilibrada pelo poder.

“É um grupo que domina o clube e uma minoria oposicionista, uma minoria que não está com a situação, que tem muito pouca força lá dentro”, explicou, destacando que ao longo do tempo essas pessoas oposicionistas foram sendo “minadas” e acabaram deixando o clube.

📰 Leia a matéria completa no site original CNN Brasil

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