Após goleada histórica, diretor do São Paulo pede demissão e Casares fica pressionado

Após goleada histórica, diretor do São Paulo pede demissão e Casares fica pressionado

Equipe do Morumbi perdeu por 6 a 0 para o nesta quinta-feira (27), agravando uma das piores crises de sua história; abaixo-assinado pede renúncia do presidente

Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão ConteúdoCarlos Belmonte entregou seu cargo no nesta sexta-feira (28)

O São Paulo vive um dos momentos mais turbulentos de sua gestão recente. Um dia após sofrer uma goleada histórica por 6 a 0 para o Fluminense, no , o diretor de Carlos Belmonte entregou o cargo nesta sexta-feira (28). Além dele, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi também deixaram suas funções no departamento de futebol. A saída dos foi confirmada pelo clube em nota oficial. Segundo o comunicado, o executivo Rui Costa e o coordenador Muricy Ramalho permanecem responsáveis pela condução do futebol e pelo planejamento para 2026.

A crise no comando do departamento já vinha se desenhando. A relação entre Belmonte e o presidente Julio Casares estava desgastada, agravada pela chegada do superintendente Marcio Carlomagno ao CT da Barra Funda, em outubro. Carlomagno passou a assumir atribuições estratégicas que antes eram de Belmonte, enfraquecendo sua atuação cotidiana no clube. A goleada no , entretanto, acelerou a decisão do dirigente, que vinha perdendo espaço e não demonstrava intenção de pedir demissão até então.

Paralelamente às mudanças no futebol, o ambiente político do São Paulo ficou ainda mais tenso. Na manhã desta sexta-feira, conselheiros da oposição iniciaram um abaixo-assinado pedindo a renúncia do presidente Julio Casares. O grupo sustenta que há gestão temerária e acredita que o documento pode atrair apoio também de membros da situação, que estaria dividida.

A movimentação ocorre em meio a divergências internas. O grupo político de Carlos Belmonte, com cerca de 40 integrantes, pode aderir ao pedido, já que o ex-diretor vinha em rota de colisão com Casares e deixou de comparecer a alguns jogos, inclusive na derrota para o Fluminense.

Problemas financeiros e desgaste com a torcida

O momento esportivo crítico se soma a um cenário financeiro delicado. A dívida do São Paulo já ultrapassa R$ 1 bilhão e, mesmo com a criação recente de um fundo para reorganizar as contas, o clube voltou a recorrer a empréstimos bancários — o mais recente no valor de R$ 25 milhões. Jogadores têm reclamado de atrasos no pagamento dos direitos de imagem, que acumulam dois meses. Após a goleada, o volante Luiz Gustavo cobrou a diretoria publicamente, pedindo maior responsabilidade da gestão.

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Fora de campo, a relação entre Casares e a torcida se deteriorou. Muros do Morumbis foram pichados após a derrota para o Fluminense, e protestos têm ocorrido nas imediações do estádio. Torcedores questionam a ausência do presidente em partidas recentes, embora ele tenha participado de eventos externos, como a e uma palestra na CBF. Além disso, a decisão de mandar jogos longe do Morumbi gerou críticas e alimentou especulações de que o clube tenta evitar manifestações mais contundentes.

Veja discussão sobre a crise do São Paulo no Canelada



Fonte: Jovem Pan

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