A Major League Soccer inicia sua temporada mais crucial até o momento, com grandes nomes, transferências recordes e preparativos para a Copa do Mundo, enquanto o futebol norte-americano ganha destaque global antes do torneio de seleções.
O momento não poderia ser mais oportuno. Com a Copa do Mundo marcada para o México, Canadá e Estados Unidos, a MLS almeja um impacto transformador semelhante ao da Copa de 1994 em sua criação.
A temporada começa neste sábado (21) no Los Angeles Coliseum, com o Inter Miami de Lionel Messi enfrentando o LAFC de Son Heung-min em uma partida que deve atrair mais de 70 mil torcedores — o maior público de um jogo de abertura na história da liga.
Este confronto prepara o terreno para uma temporada transformadora, à medida que a MLS continua a se alinhar com as principais ligas de futebol da Europa.
A decisão da liga de adotar um “calendário europeu” a partir de 2027, reflete sua ambição de longo prazo de fortalecer sua presença global.
A ascensão contínua da liga tem sido fundamental para atrair talentos de classe mundial. Entre as principais contratações da pré-temporada, destacam-se o colombiano James Rodríguez, que se transferiu para o Minnesota United, o atacante alemão Timo Werner, que foi para o San Jose Earthquakes, e Rodrigo De Paul, que jogará ao lado de Messi em Miami.
Além das contratações de peso, a MLS continua a desenvolver seus jovens talentos. Cavan Sullivan, do Philadelphia Union, Zavier Gozo, do Real Salt Lake, e Harbor Miller, do LA Galaxy, estão entre os jogadores promissores.
A reputação da liga como porta de entrada para o futebol europeu foi ainda mais reforçada pelas transferências de Alex Freeman, do Orlando City para o Villarreal, e de Obed Vargas, do Seattle Sounders para o Atlético de Madrid.
Em outra partida, o Vancouver Whitecaps contará com Thomas Muller para uma temporada completa após a derrota na final da MLS Cup no ano passado, enquanto o Austin FC recontratou Facundo Torres após sua breve passagem pelo Palmeiras.
A atenção também estará voltada para os desenvolvimentos fora de campo, já que Miami se prepara para inaugurar seu estádio, o Miami Freedom Park, avaliado em US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões), no dia 4 de abril.
O estádio onde o Austin FC jogará na rodada de abertura, com capacidade para 25 mil pessoas, representa o investimento contínuo da liga em infraestrutura, com planos para a construção de novos estádios em Nova York no próximo ano e em Chicago em 2028.
Miami se preocupa com Messi
Após levantar o caneco da MLS do ano passado, o Inter Miami é o favorito para manter o título nesta temporada.
No entanto, o clube foi abalado pela lesão de Messi na pré-temporada. O argentino se recupera de uma distensão muscular na coxa, sofrida durante um amistoso contra o Barcelona do Equador.
A ausência de Messi nos treinos da semana passada resultou no adiamento da última partida da pré-temporada do Inter Miami, levantando dúvidas sobre se o time comandado por Javier Mascherano está pronto para enfrentar o LAFC na estreia da temporada.
Apesar desse revés, o Miami reforçou seu elenco em posições-chave. De Paul se junta ao lateral-esquerdo Sergio Reguilón, contratado para substituir Jordi Alba, assim como David Ayala, que chegou após a saída de Sergio Busquets.


O LAFC, no entanto, se apresenta como um dos principais rivais do time de Messi.
Liderado pelo atacante sul-coreano Son, que marcou mais de 20 gols na última temporada, o time de Los Angeles também conta com vários jogadores da seleção canadense e é comandado pelo novo técnico Marc dos Santos.
A boa forma e o condicionamento físico de Son podem ser decisivos para destronar o Miami do título, em um ano promissor para a MLS.
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