Anielle: condenações são “recado” para quem debochou de Marielle e Anderson

Anielle: condenações são “recado” para quem debochou de Marielle e Anderson

Após o julgamento que condenou os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), nesta quarta-feira (25/2), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse que a família espera há 8 anos por e que as penas aplicadas foram um “recado” aos que debocharam da de sua irmã e do motorista Anderson Gomes. Ela conversou com a imprensa, no (), ao lado dos pais e da sobrinha.

“É um recado para uma parcela da sociedade que todo ano eleitoral traz minha irmã como um elemento descartável, como apenas mais uma ou, como falavam, um mi-mi-mi sobre Marielle Franco”, desabafou a ministra. 

Por unanimidade, a Primeira Turma do STF condenou os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão a 76 anos de por planejarem o crime. Também foram condenados Ronald Paulo Alves Pereira, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior e Robson Calixto Fonseca a 56, 18 e 9 anos de prisão, respectivamente.

Anielle lembrou que jurou honrar o sangue de Marielle ao chegar ao local do crime e ver a irmã assassinada. “E assim a gente está fazendo. Antes de falarem ou pensarem qualquer coisa contra a índole, o caráter e a memória de Marielle, vão ter que lidar com os fatos. Os fatos são esses que hoje vocês viram aqui”, disse. 

Sobre as que recebe por ter chegado ao Ministério da Igualdade Racial, Anielle também ressaltou o orgulho de ser irmã de Marielle. “Não cheguei apenas por isso, mas, sim, tenho honra de ser irmã de Marielle e honra de ser parte de um que trouxe de volta a democracia fortalecida e, se não fosse por isso, talvez não teríamos chegado aqui”, destacou.

Interesses econômicos

O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou que os assassinatos foram resultado de uma “tríade criminosa” que uniu , milícia e agentes públicos para proteger interesses econômicos ligados à grilagem de terras na Zona Oeste do Rio.

Em 14 de março de 2018, Marielle Franco levou quatro tiros, sendo na cabeça e um no pescoço, enquanto o motorista Anderson Gomes pegou três nas costas. Fernanda Chaves, a assessora sobrevivente, foi atingida apenas por estilhaços. A motivação do crime estaria relacionada com o fato de Marielle atrapalhar a “grilagem” de terras feita por milicianos. 

A acusação sustenta que os irmãos Brazão teriam mandado matar Marielle diante de sua atuação política, que dificultava a aprovação de propostas legislativas para regularização do uso e da ocupação de áreas comandadas por milicianos. 

Fonte: O Imparcial

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