Ações da Disney caem 7% com redução de visitantes internacionais nos EUA

Ações da Disney caem 7% com redução de visitantes internacionais nos EUA

A Walt Disney fechou em queda de mais de 7% nesta segunda-feira (2), depois que alertou para uma queda no número de visitantes internacionais nos parques temáticos dos e uma queda nos lucros da divisão de TV e cinema.

A empresa se prepara também para nomear um sucessor para o presidente-executivo Bob Iger, que está deixando o cargo.

A empresa afirmou que havia “ventos contrários” entre visitantes internacionais, sem explicitar um motivo para isso, em um momento de diminuição das de para os EUA. O diretor financeiro Hugh Johnston acrescentou que a Disney concentra os esforços promocionais nos consumidores dos EUA, já que tem “menos visibilidade” sobre os visitantes internacionais.

A unidade de entretenimento da Disney, que inclui os estúdios de cinema, redes de televisão e serviços de streaming da empresa, registrou uma queda de 35% no lucro operacional devido ao custo de marketing de uma série de lançamentos nos cinemas, incluindo os sucessos de “Zootopia 2” e “Avatar: Fogo e Cinzas”.

A Disney também parou de divulgar a receita e o lucro operacional dos canais de TV. Johnston disse que isso “não é mais relevante” em um mundo onde o entretenimento é amplamente distribuído.

“A queda no preço das ações tem muito a ver com o negócio dos parques”, analisou Ben Barringer, chefe de de tecnologia da Quilter Cheviot.

“O tamanho desse segmento significa que, em última análise, ele tenha mais importância e, portanto, acabe movimentando o mercado”, apontou.

A gigante da mídia e do entretenimento deve indicar, ainda no início deste ano, o nome do novo presidente-executivo para substituir Iger. Executivos de apontam Josh D’Amaro, presidente da divisão de experiências, que inclui a divisão de parques, como o favorito.

“Na nossa opinião, a sucessão tem sido um fator de pressão sobre as ações recentemente”, escreveu Jessica Reif Ehrlich, do Bank of America, observando as especulações da imprensa de que D’Amaro será nomeado o próximo presidente-executivo, o que, segundo ela, deve ser “bem recebido pela comunidade de investidores” devido ao desempenho geral da divisão de experiências.

Iger deve deixar o cargo no final do ano. Ele disse que está preparando o próximo presidente-executivo para encontrar oportunidades de crescimento para a empresa.

“Em um mundo que muda tanto quanto o nosso, tentar preservar o status quo de alguma forma seria um erro, e tenho certeza de que meu sucessor não fará isso”, declarou ele.

A unidade de experiências, que inclui os parques, cruzeiros e produtos de da Disney, impulsionou o trimestre de dezembro, gerando US$ 10 bilhões em receita e 72% do lucro operacional trimestral da empresa, de quase US$ 5 bilhões.

Viagens nos EUA

Os Estados Unidos registraram uma queda de 6% no número de visitantes estrangeiros em 2025, mesmo com o global gerando um aumento de 6,7% nos gastos, de acordo com o WTTC, um grupo do setor. Preocupações como as políticas anti-imigração dos EUA levaram os a países europeus como Espanha e França, assim como ao Japão.

A receita geral da empresa aumentou 5%, para US$ 26 bilhões no primeiro trimestre fiscal encerrado em 27 de dezembro. Isso superou a previsão consensual de receita de US$ 25,7 bilhões, segundo analistas consultados pela LSEG. A Disney reportou um lucro antes dos impostos de US$ 3,7 bilhões, superando a projeção de Wall Street de US$ 3,5 bilhões.

O lucro ajustado por caiu para US$ 1,63, queda de 7% em relação ao ano anterior, mas melhor do que a estimativa dos analistas de US$ 1,57 por ação.

A Disney reafirmou a previsão para o ano de um crescimento de dois dígitos no lucro por ação, em comparação com o ano fiscal de 2025. Ela estima que arrecadará US$ 19 bilhões em caixa com as operações e está a caminho de recomprar US$ 7 bilhões em ações.

A disputa contratual de duas semanas entre a Disney e o YouTube TV, que resultou na perda de acesso de milhões de assinantes a redes pertencentes à Disney, como a ESPN, causou um prejuízo de US$ 110 milhões à unidade esportiva da empresa, que registrou uma queda de 23% no lucro operacional do trimestre.

Os serviços de streaming da Disney, que incluem Disney+, Hulu e ESPN, registraram um aumento de 72% na receita operacional, chegando a US$ 450 milhões. A receita subiu para US$ 4,4 bilhões, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. A empresa não divulga mais o número de assinantes de streaming.

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