Justiça determina que morte de policial seja investigada como feminicídio

Justiça determina que morte de policial seja investigada como feminicídio

A de determinou que a sobre a da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, seja conduzida como . A foi confirmada à CNN pela defesa da família da vítima.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o tenente-coronel da Militar Geraldo Leite Rosa Neto, no bairro do Brás, na região central da capital paulista.

Segundo o laudo pericial, a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico grave provocado por disparo de arma de fogo. A perícia apontou que o tiro foi compatível com disparo encostado, ou seja, realizado com a arma muito próxima da cabeça da vítima. O orifício de entrada foi identificado na região frontal-parietal direita, próxima à região temporal.

O caso, agora em segredo de justiça, era investigado como suicídio, em um primeiro momento.

Em decisão no inquérito, a Justiça determinou que a autoridade policial apresente documentação complementar solicitada pelo Ministério Público no prazo de cinco dias.

Após a juntada dos documentos, os autos deverão retornar ao Ministério Público para manifestação, inclusive sobre a eventual competência de uma das Varas Especializadas do Tribunal do Júri, considerando a natureza do crime investigado.

O Tribunal do Júri é responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida, como e feminicídio. A análise do Ministério Público poderá definir se o caso seguirá para esse tipo de julgamento.

Durante a análise do corpo, os peritos registraram as lesões compatíveis com pressão de dedos na face inferior, na transição com a mandíbula e no pescoço, na lateral direita, descritas como estigmas digitais.

Também foi identificada uma lesão superficial compatível com marca de unha na região anterolateral direita do pescoço. O exame necroscópico apontou ainda hematomas ao redor dos olhos, conhecidos na legal como sinal associado a trauma craniano.

O laudo ainda estima que a morte ocorreu cerca de 12 horas antes do início da necropsia, realizada no IML (Instituto Médico-Legal).

📰 Leia a matéria completa no site original CNN Brasil

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