No Maranhão, estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) revelam preferência pelas disciplinas tradicionais como principal forma de aprendizado, segundo levantamento com cerca de 50 mil respostas coletadas pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com o Itaú Social, Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação).
Dentre os conteúdos e conhecimentos considerados importantes para o seu desenvolvimento, 53% dos estudantes dos 6º e 7º anos apontam língua portuguesa, matemática, ciências humanas e ciências da natureza como prioridades. Esportes e bem-estar foram destacados por 35% dos participantes e artes e cultura por 30%. Vislumbrando a escola do futuro, práticas esportivas e atividades com tecnologia e mídias digitais predominam com 38% cada, enquanto aulas práticas, com projetos mão na massa, são a escolha de 36% deste grupo.
No grupo de 8º e 9º anos, a preferência pelas disciplinas tradicionais cai para 45%. Esportes e bem-estar seguem com relevância, sendo apontados por 35%, e conhecimentos ligados à tecnologia e mídias digitais, assim como artes e cultura, aparecem com 26% de interesse. Quanto às questões essenciais na escola do futuro, 39% valorizam atividades com tecnologia e mídias digitais, 37% práticas esportivas e 33% aulas práticas, com projetos mão na massa.
Entre as formas de aprender melhor, 33% dos mais novos preferem fazer leituras, 32% optam por trabalhos em grupo e 30% por visitas, passeios e trabalhos fora da escola. Já entre os mais velhos, a escolha por visitas, passeios e trabalhos fora da escola sobe para 36%, enquanto a porcentagem daqueles que optam por trabalhos em grupo cai para 28%, e a busca por aulas de reforço em pontos de dificuldade registra 26%.
“As vozes dos adolescentes do Maranhão são um chamado para construirmos escolas que respondam às suas necessidades e aspirações. Esses dados nos mostram que, ao ouvirmos, podemos criar políticas educacionais mais conectadas a esta fase do desenvolvimento humano e à realidade local”, afirma a superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes.
Esses dados nos mostram que, ao ouvirmos, podemos criar políticas educacionais mais conectadas a esta fase do desenvolvimento humano
Fonte: O Imparcial




