Um grupo de empresários brasileiros, entre eles três maranhenses — dois de São Luís e um de Imperatriz — vive momentos de tensão em Doha, capital do Catar, após escalada de conflitos no Oriente Médio que resultou no fechamento do espaço aéreo e do aeroporto local.
Além dos maranhenses, o grupo, que é composto por pessoas da mesma família, tem pessoas que moram em Teresina, Belo Horizonte, Belém, Salvador, Goiânia, Maceió e Fortaleza.
O grupo fazia conexão no Qatar a caminho da China, onde cumpriria agenda de trabalho. Segundo relato da maranhense Juliana Cestaro, o voo que partiu do Brasil pode ter sido o último a pousar antes da suspensão das operações. “Quando a gente chegou, o aeroporto estava vazio. Estranhamos, mas descemos normalmente”, contou.
A situação, no entanto, mudou poucas horas depois. Enquanto caminhavam pela cidade, começaram a receber alertas de emergência nos celulares. Em seguida, presenciaram cenas que jamais imaginaram viver.
“Pouco depois começamos a ver mísseis no céu sendo interceptados pelo governo do Catar. Ficamos muito assustados. Nunca imaginamos passar por isso, mísseis explodindo praticamente em cima da nossa cabeça”, relatou Juliana Cestaro.
Apesar da sensação de proximidade, eles foram informados posteriormente de que as interceptações ocorreram a uma distância considerada segura da área urbana. Ainda assim, o impacto visual foi marcante.
“O céu estava com labaredas e destroços caindo. Uma coisa absurda. Nunca pensei em viver algo assim, ainda mais porque viemos a passeio e a trabalho, não para estar dentro de uma guerra”, disse o empresário Fabrício Martins.
Desde então, segundo o grupo, o aeroporto permanece fechado e não há previsão oficial para reabertura. O espaço aéreo também segue interditado. A expectativa é de que um novo posicionamento seja divulgado nas próximas 48 horas.
Sem poder seguir viagem para a China ou retornar ao Brasil, os empresários disseram aguardar orientação das autoridades brasileiras. Eles afirmam já ter feito cadastro junto à representação diplomática, mas até o momento não receberam contato.
“Estamos esperando a Embaixada do Brasil se comunicar com a gente para saber qual será a solução, se vão repatriar para o Brasil ou permitir que a gente siga viagem para a China. Até agora, não tivemos suporte”, afirmou a empresária Jaqueline Martins.
Enquanto aguardam definições, o governo do Catar tem oferecido apoio logístico ao grupo. Conforme os empresários, o posicionamento repassado pelo governo local foi para que permanecessem no hotel.
Mesmo com as garantias de segurança, o clima é de apreensão. Segundo os relatos, os sons de interceptações continuam sendo ouvidos diariamente.
“Todos os dias a gente escuta barulho de mísseis. No primeiro dia vimos as explosões. Hoje mesmo já houve novos ataques, mas graças a Deus o governo está interceptando tudo e nada aconteceu na cidade até agora. Estamos ansiosos e nervosos, só queremos sair daqui o mais breve possível”, desabafou a maranhense Juliana Cestaro.
O grupo segue hospedado em Doha, aguardando um posicionamento oficial sobre a reabertura do aeroporto e uma definição sobre o retorno ao Brasil ou a continuidade da viagem.
O Portal Difusora News solicitou ao Itamaraty sobre quais medidas foram tomadas pelo governo brasileiro em relação ao grupo de empresários que ficaram presos no Quatar, mas até a publicação desta matéria, o órgão não havia respondido a solicitação.
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