Após 50 dias do desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos), em Bacabal, no , as investigações da Civil (PCMA) seguem sem respostas conclusivas. O caso, ocorrido no quilombo São Sebastião dos Pretos, mobiliza uma força-tarefa estadual em uma região de difícil acesso e densa vegetação.

A principal linha de

A hipótese mais consistente trabalhada pelas autoridades é de que as crianças tenham se perdido na mata e caído nas águas do Rio Mearim. Segundo o delegado responsável, a falta de vestígios materiais que indiquem crime ou reforça essa possibilidade.

“Todas as informações que chegam são verificadas. No entanto, a linha que aponta para um na área de mata ou nos cursos d’água é a que apresenta maior probabilidade no momento”, declarou a autoridade policial.

O desafio das

O sumiço ocorreu em 4 de janeiro, quando os irmãos saíram para brincar com o primo, Anderson Kauan (8 anos). Anderson foi o único localizado com vida, encontrado três dias depois, despido e a cerca de 4 km de casa.

A operação de resgate enfrenta obstáculos geográficos severos, incluindo:

  • Vegetação fechada e terreno acidentado;
  • Grande quantidade de igarapés e áreas alagadas;
  • Uso de tecnologia de ponta, como o sonar de varredura subaquática (side scan sonar) da , que mapeou o fundo do rio sem sucesso.

Cronologia do Caso

Data Evento
04/Jan Os irmãos e o primo desaparecem enquanto buscavam um pé de maracujá.
07/Jan Anderson Kauan é encontrado vivo, mas sem roupas, em área de mata.
08/Jan Roupas de Anderson são localizadas próximas ao ponto de resgate.
11/Jan Voluntários acham roupas infantis; no dia seguinte, a polícia descarta serem dos irmãos.
15/Jan Polícia identifica a “casa caída”, local onde as crianças teriam pernoitado.
19/Jan Bombeiros percorrem 180 km pelo Rio Mearim em busca de pistas.
25/Jan Suposto avistamento em São Paulo é investigado e descartado.
03/Fev reafirma que a prioridade é a hipótese de as crianças terem se perdido na mata.

Apesar das buscas ininterruptas e de uma recompensa de R$ 20 mil oferecida pela , o paradeiro de Ágatha e Allan permanece um mistério. O inquérito continua aberto e as forças de segurança mantêm a vigilância na região, embora as buscas aquáticas tenham sido encerradas em 22 de janeiro.