Na hora de decidir o futuro acadêmico, a maioria dos estudantes sentem dúvidas e focam apenas em escolher o curso certo, entretanto, há um detalhe crucial que muitas vezes é deixado de lado: a escolha da instituição. Afinal, mais do que o diploma, uma boa universidade proporciona networking profissional, infraestrutura moderna e reconhecimento no mercado de trabalho, acelerando a empregabilidade. Por isso, é fundamental pesquisar sobre a qualidade de ensino oferecida no curso escolhido, verificando fatores como a nota no MEC e no Enade.
Mais do que as disciplinas teóricas, a universidade é um espaço onde os jovens devem ser desafiados e preparados para a vida profissional. Logo, escolher uma instituição que ofereça suporte e incentivo à prática é tão importante quanto decidir a graduação em si.
Nessa linha, a qualidade da formação médica no Brasil voltou ao centro das atenções após a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed (O Enade para os cursos de medicina, com intuito de avaliar a formação médica no país), acendendo um alerta sobre a questão, tendo em vista que cerca de 30% dos cursos de medicina do Brasil (107 faculdades) receberam notas 1 e 2, ou seja, nível insatisfatório. Esses cursos estão sujeitos à supervisão e sanções do MEC.
Instituições e vivência acadêmica
De acordo com Eduardo Dias, professor de curso pré-vestibular e mentor de vestibulandos de medicina, na área da saúde isso é um fator essencial.
“Instituições renomadas geralmente proporcionam vivência clínica consistente, pois possuem hospitais universitários ou redes de convênios sólidos, o que é imprescindível para o aprendizado e faz grande diferença no preparo técnico”.
As instalações físicas de uma instituição de ensino têm impacto direto na experiência de um estudante de graduação, independentemente do curso escolhido, e na área da saúde, como nos cursos de medicina, a infraestrutura assume um papel ainda mais relevante, pois é uma formação que depende, em grande parte, de atividades práticas como a simulação de procedimentos e a manipulação de equipamentos.
Muitas faculdades de medicina são referência no país justamente por possuírem hospitais vinculados à sua infraestrutura, onde os alunos têm acesso a uma ampla variedade de casos clínicos e procedimentos médicos, desenvolvendo habilidades de consulta e diagnóstico.
“Com esse diferencial na infraestrutura, a faculdade estimula a formação de médicos mais competentes, empáticos e preparados para enfrentar os desafios do sistema de saúde”, relata o mentor.
Além disso, tramita no Senado um projeto de lei que prevê a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina, o Profimed, que pode condicionar a obtenção do CRM à aprovação em uma prova nacional, da mesma forma que acontece atualmente com os cursos de direito e a aprovação na OAB.
O PL já foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais no final de 2025 e aguarda nova votação. Se aprovado, a previsão é que o exame entre em vigor entre 2027 e 2028.
“O curso de medicina é o sonho de muitos jovens e os vestibulares na área possui uma procura muito elevada, sendo o mais concorrido em inúmeras universidades, e como é uma profissão que lida diretamente com a vida da população é necessário que o ensino vá além da teoria, garantindo um padrão mínimo de qualidade e segurança para os pacientes”, finaliza Dias.
Fonte: O Imparcial




