A Câmara Municipal de Turilândia oficializou, na última sexta-feira (20), a posse de oito suplentes de vereador para garantir a continuidade dos trabalhos legislativos. A substituição em massa ocorre após a prisão de oito dos onze parlamentares titulares da cidade, todos alvos da operação Tântalo II. Os novos ocupantes das cadeiras assumem os cargos temporariamente, enquanto os titulares permanecem sob investigação por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos.
A nova composição da Câmara passa a contar com João de Deus Soares dos Santos, Gleydson Froes Silva e Leopoldo Sá de Sousa, todos do partido PRD. Pelo União Brasil, tomaram posse Manoel Estrela Guedes, José Nilton Pereira, Sebastiana Vieira Moraes e Marta de Lima Moreira Matos.
A lista de substitutos é completada por Valdemir Froes Chagas, representante do Solidariedade. Os titulares afastados por determinação judicial incluem nomes como Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares e Nadianne Judith Vieira Reis, entre outros.
Cenário de intervenção
A crise institucional em Turilândia não se restringe ao Poder Legislativo. Atualmente, o município atravessa um período de intervenção na administração direta por ordem da Justiça. O defensor público Thiago Josino Macêdo foi designado para comandar a prefeitura por um prazo inicial de 180 dias, assumindo a gestão executiva enquanto as investigações sobre as irregularidades administrativas avançam.
A medida de intervenção e a substituição dos vereadores buscam estabilizar a governança da cidade e assegurar que os serviços essenciais à população não sejam interrompidos pelo escândalo de corrupção.
A operação Tântalo II segue em curso, analisando documentos e movimentações financeiras para apurar a extensão total dos danos causados ao erário municipal.
Fonte: O Imparcial




