Navegando por citações de um livro, pelas conexões de uma mesma cidade, por um relacionamento tóxico, drogas, vizinhos observadores e um violento assassinato, o novo documentário da HBO MAX, Assassinato na Cidade da Bola de Espelhos, apresenta uma narrativa envolvente, repleta de detalhes sobre o antes e o depois de um crime macabro.
Dividido em duas partes, o projeto busca jogar uma luz sobre um caso de assassinato ocorrido em 2010, que chocou um bairro na cidade de Louisville, no Kentucky. O casal de namorados Joey Banis e Jeffrey Mundt é suspeito de eliminar uma terceira pessoa, cujo corpo foi deixado em um contêiner de 200 litros, no porão da casa do casal, por seis meses.
Há uma básica pergunta que fica no ar à medida que vamos entendo melhor o que aconteceu: ‘quem é o verdadeiro culpado’. No entanto, a obra não se prende somente a essa questão, ampliando seu contexto com depoimentos marcantes, nos quais os próprios vizinhos se tornam importantes personagens.

O roteiro é muito bem definido e equilibrado, fruto de uma ampla pesquisa. Na primeira parte, vamos entendendo o caso por meio de depoimentos de pessoas que conheciam os envolvidos. Na segunda, chegamos aos julgamentos – ocorridos de forma separada – e as questões jurídicas e inestigativas que se somam ao veredito, além de um mergulho profundo pela vida dos personagens centrais dessa história.

Conhecida por ser a capital da Bola de Espelhos – alcunha que chegou a partir dos anos 1970, quando produzia quase 90% desse objeto para todo os Estados Unidos -, a cidade de Louisville assume um papel estrutural na narrativa, por meio de um bairro que preserva a cultura de casas vitorianas e também as suas crendices.

Entre o ‘disse me disse’ dos julgamentos, com a promotoria focada em condená-los e advogados de defesa fazendo de tudo para livrar seus clientes, vamos entrando em um jogo de argumentações que articulam passado e presente, transformando Assassinato na Cidade da Bola de Espelhos num verdadeiro raio-X de um crime macabro.
Fonte: CINEPOP




