O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou, nesta sexta-feira (20) que a investigação sobre a morte de Vinícius Gritzbach representou o período mais desafiador de sua trajetória profissional.
Em entrevista ao Live CNN, o secretário destacou que o caso exigiu a criação de uma comissão especial e resultou, até o momento, na prisão de 21 policiais.
A operação é descrita pela pasta como uma ação necessária para “cortar na própria carne” e dar uma resposta à sociedade diante da gravidade do crime ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Investigação e prisões no caso Gritzbach
De acordo com Nico Gonçalves, o caso está majoritariamente esclarecido, restando a captura de três envolvidos: um “olheiro”, o suposto mandante conhecido como “Cigarreira” e um comparsa identificado como “Didi”, que estaria fora do país.
O secretário enfatizou que a atuação das corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Militar foi fundamental para identificar os agentes que faziam a escolta do delator ou que participaram diretamente do crime.
O enfrentamento ao crime organizado em São Paulo tem focado na asfixia financeira das facções. Segundo o secretário, a estratégia inclui operações integradas com o Ministério Público e a Polícia Federal, somando mais de 350 ações conjuntas recentemente.
Integração e políticas de segurança
O secretário de defende o endurecimento das penas para líderes de facções criminosas e a restrição de benefícios penais para esses detentos.
Nico Gonçalves afirmou que sua gestão busca neutralidade política, priorizando o diálogo com o governo federal e outras forças de segurança para otimizar os resultados operacionais.
Para o chefe da pasta, a prioridade é a recuperação de territórios e a redução do confronto, embora admita que o aumento das operações tem gerado mais episódios de letalidade policial devido à resistência de criminosos.




