O príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi liberado nesta quinta-feira (19/2) após permanecer cerca de 11 horas detido em uma delegacia no Reino Unido. Ele havia sido preso mais cedo sob suspeita de má conduta durante o período em que exerceu função pública.
Segundo autoridades britânicas, a investigação apura o suposto envio de relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein, enquanto Andrew atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
A polícia informou que as apurações seguem em andamento, incluindo buscas em um endereço ligado ao ex-príncipe.
A detenção é considerada um episódio sem precedentes na história recente da monarquia britânica, já que Andrew é o primeiro membro sênior da família real a ser preso na era moderna. O caso ganhou ainda mais repercussão por ter ocorrido no dia em que ele completou 66 anos.
O nome do príncipe aparece em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados às investigações sobre a rede de abusos sexuais associada a Epstein.
Andrew também já enfrentou acusações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre, que afirmou ter sido abusada quando ainda era menor de idade. Giuffre morreu em abril de 2025, aos 41 anos.
Defesa e possíveis desdobramentos
O ex-príncipe nega tanto as suspeitas envolvendo o envio de documentos quanto as acusações de abuso sexual.
De acordo com a BBC, caso seja formalmente acusado e considerado culpado por má conduta no exercício do cargo público, Andrew pode enfrentar pena de prisão perpétua.
As autoridades britânicas não divulgaram detalhes adicionais sobre os próximos passos da investigação.
Fonte: Correio Braziliense
Fonte: O Imparcial




