Sintomas clássicos como enjoo, dor de cabeça e fraqueza são as respostas do corpo ao excesso de álcool. Para mitigar esse mal-estar, a nutricionista Juliana Andrade propõe uma abordagem fundamentada na reidratação profunda, na reposição de minerais e na facilitação dos processos metabólicos do fígado. O objetivo não é uma cura instantânea, mas sim oferecer suporte biológico para que o organismo recupere o equilíbrio de forma mais eficiente.
A prioridade absoluta deve ser a ingestão de líquidos. Água, água de coco e isotônicos diluídos são essenciais para recuperar eletrólitos perdidos. Paralelamente, o consumo de frutas ricas em frutose e água, como melancia e laranja, auxilia na normalização dos níveis de açúcar no sangue.
Para aliviar a náusea, a recomendação é priorizar carboidratos de fácil digestão, como arroz, batata e tapioca, que reduzem o desconforto gástrico sem sobrecarregar o sistema digestivo.
Suporte ao fígado e digestão
A recuperação muscular e hepática é favorecida pela ingestão de aminoácidos presentes em ovos, iogurtes e aveia. Caldos e sopas levemente salgados também exercem um papel importante ao repor o sódio e combater a sensação de fraqueza.
No caso de dores de cabeça, o café pode ser um aliado moderado, enquanto chás de gengibre ou hortelã são indicados para acalmar o estômago embrulhado.
Opções práticas para o dia seguinte
Para facilitar a aplicação dessas diretrizes, a nutricionista sugere preparos rápidos que evitam o recurso a alimentos ultraprocessados. Um smoothie de água de coco com melancia e hortelã funciona como um potente hidratante mineral.
Já para uma refeição sólida, um wrap de tapioca com ovos mexidos e vegetais garante densidade nutricional com pouco esforço. Por fim, um bowl de arroz com legumes e frango desfiado oferece uma combinação equilibrada de macronutrientes necessária para a restauração da energia.
Em última análise, a recuperação depende da combinação entre hidratação constante, nutrição estratégica e o respeito ao tempo de repouso do corpo.
Ao adotar essas escolhas, o processo de metabolização do álcool torna-se menos agressivo para o sistema.
Fonte: O Imparcial




