A apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro provocou forte repercussão política e digital após a exibição da ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí.
A alegoria trouxe foliões fantasiados como latas de conserva, estampadas com a imagem de uma família tradicional — pai, mãe e dois filhos — em uma crítica, segundo a escola, a grupos ligados ao neoconservadorismo. Entre os segmentos mencionados estariam representantes do agronegócio, mulheres ricas, defensores do regime militar e evangélicos.
Nos dias seguintes ao desfile, a temática ganhou novo fôlego nas redes sociais. Políticos de oposição passaram a divulgar imagens produzidas por inteligência artificial inspiradas no conceito das “famílias em conserva”, transformando a sátira em ferramenta de crítica à homenagem feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As montagens circularam amplamente, com versões humorísticas e críticas direcionadas tanto à escola quanto ao governo federal. A movimentação digital ampliou o debate e levou a reação para o campo institucional.
O senador Magno Malta e o deputado Rodolfo Nogueira protocolaram representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando possível prática de preconceito religioso, sob o argumento de que evangélicos teriam sido associados de forma pejorativa à alegoria.
Enquanto parlamentares governistas sustentam que a escola exerceu liberdade artística dentro da tradição crítica do Carnaval, opositores classificam a apresentação como manifestação político-eleitoral antecipada. O episódio transformou a avenida em extensão do debate ideológico que já domina o ambiente virtual.
*Fonte: Correio Braziliense
Fonte: O Imparcial




