O Cavaleiro dos Sete Reinos se aproxima do fim de sua primeira temporada carregando o peso do legado de Game of Thrones e A Casa do Dragão. Embora a nova série se diferencie por não apostar em dragões ou guerras em larga escala, ela acaba repetindo um problema recorrente da franquia: decisões visuais que prejudicam momentos cruciais da narrativa.
No quinto episódio, intitulado “In the Name of the Mother”, Dunk enfrenta Aerion no Julgamento dos Sete para limpar seu nome. A batalha, ponto alto da temporada, acontece sob uma neblina densa que compromete a visibilidade da cena. O recurso atmosférico, que deveria reforçar o clima dramático, acaba dificultando a compreensão da ação.
Cena central da temporada perde impacto
O Julgamento dos Sete é o confronto mais importante da temporada até aqui. Além de ser a maior sequência de ação da série, o embate representa um momento decisivo para o arco de Dunk, que precisa provar seu valor como cavaleiro. A luta tem peso narrativo e emocional, consolidando o personagem como figura central da história.
Apesar da intensidade do duelo, a neblina constante limita a visão do público, tornando difícil acompanhar os movimentos no campo de batalha. O episódio anterior já havia estabelecido que o julgamento envolveria múltiplos combatentes, mas o efeito visual isola Dunk e Aerion, impedindo que o espectador acompanhe com clareza o que ocorre ao redor.
Segundo o showrunner Ira Parker, a produção ampliou a presença da neblina descrita nos livros como uma solução prática para lidar com limitações no orçamento da série. A estratégia buscava equilibrar escala e custos de produção. Ainda assim, o resultado gerou críticas, já que o recurso não esconde apenas limitações técnicas, mas também prejudica a experiência visual.


Problema recorrente no universo de Westeros
A questão não é inédita no universo criado por George R. R. Martin. Game of Thrones já enfrentou forte repercussão negativa pelo episódio “The Long Night”, da oitava temporada, cuja Batalha de Winterfell foi amplamente criticada pela iluminação excessivamente escura. A Casa do Dragão também recebeu comentários semelhantes no episódio “Driftmark”, marcado por cenas noturnas de difícil visualização.
Em todos os casos, momentos narrativos decisivos acabaram ofuscados por escolhas estéticas que comprometeram a clareza das imagens. Em um formato televisivo, no qual a experiência visual é central, a dificuldade de enxergar a ação se torna um problema estrutural.
Embora O Cavaleiro dos Sete Reinos não seja o exemplo mais extremo dentro da franquia, o episódio reforça um padrão preocupante. Com uma segunda temporada confirmada, a série terá a oportunidade de ajustar sua abordagem e evitar que cenas cruciais sejam novamente prejudicadas por decisões técnicas que impactam diretamente a recepção do público.
O episódio final de O Cavaleiro dos Sete Reinos vai ao ar à meia-noite da próxima segunda (23) na HBO Max.
Fonte: CINEPOP




