Filmes de terror para perder o sono nesta sexta-feira 13

Filmes de terror para perder o sono nesta sexta-feira 13

 é o pretexto perfeito para apagar as luzes, aumentar o volume e mergulhar em histórias que aceleram o coração. Dos clássicos do slasher aos terrores psicológicos mais recentes, a data virou sinônimo de sustos, tensão e maratonas assustadoras. Para entrar no clima, vale apostar em que exploram o medo em diferentes camadas e transformar a noite em uma experiência arrebatadora do começo ao fim. Pensando nisso, O Imparcial preparou uma seleção de filmes de para você maratonar. 

Sexta-Feira 13

Para homenagear a data, a franquia Sexta-Feira 13, iniciada em 1980, não poderia deixar de ser recomendada na lista. As obras consagraram Jason como o assassino imbatível que já até rivalizou com Freddy Kruguer. A história de um antigo homicídio em Crystal Lake não impede que alguns jovens montem um acampamento de verão no bosque, que acabam sendo perseguidos pelo serial killer. 

Apesar de a imagem de Jason com máscara de hóquei ter se tornado o grande símbolo da franquia, o primeiro da saga, dirigido por Sean S. Cunningham, faz apenas uma breve menção ao psicopata de Crystal Lake, que só assumiria a aparência icônica no terceiro longa, de 1982. Ainda assim, é justamente o capítulo inaugural que integra a lista de essenciais do terror: com uma câmera que coloca o espectador sob o ponto de vista do assassino e limita as revelações à sua vestimenta, o slasher constrói o mistério até o momento final, quando apresenta uma reviravolta memorável ao revelar quem realmente estava por trás dos ataques aos jovens no acampamento.

Alien: O Oitavo Passageiro

Outro clássico indispensável é Alien: O Oitavo Passageiro (1979), dirigido por Ridley Scott. O filme acompanha a tripulação da nave Nostromo após a interceptação de um sinal misterioso no espaço, que os coloca frente a frente com uma criatura letal. A atmosfera claustrofóbica e a tensão crescente transformaram a obra em referência do terror e da ficção científica.

Na obra, o suspense não se sustenta apenas na decisão de adiar a revelação completa da criatura, mas também nas relações de poder que se estabelecem dentro da própria nave, marcadas por conflitos entre os tripulantes e pela atuação manipuladora de um integrante com interesses ocultos. A narrativa transita entre o terror, a ficção científica e o , ampliando o alcance do gênero ao levá-lo para o espaço e demonstrando que o horror pode extrapolar cenários convencionais. 

Corra!

Misturando suspense e crítica social, Corra! (2017), de Jordan Peele, apresenta a história de um jovem negro que viaja para conhecer a família da namorada branca e descobre uma trama perturbadora por trás da aparente cordialidade. O longa utiliza o horror para discutir racismo estrutural e identidade.

Peele constrói o terror a partir de experiências ligadas ao racismo cotidiano, transformando situações aparentemente banais em fontes constantes de ameaça. Comentários atravessados e interações marcadas por preconceito criam um desconforto progressivo, enquanto referências a episódios de racial ampliam a tensão. O impacto foi também comercial e institucional: o longa arrecadou US$ 255 milhões mundialmente, recebeu quatro indicações ao Oscar e venceu na categoria de Melhor Roteiro Original. A experiência consolidou o interesse de Peele pelo horror, gênero ao qual retornou em Nós (2019).

A Mosca

No campo do terror corporal, A Mosca (1986), dirigido por David Cronenberg, narra a experiência de um cientista que, após um experimento mal sucedido com teletransporte, passa por uma transformação física progressiva e irreversível. A obra é conhecida pelo impacto visual e pela abordagem trágica da metamorfose, elementos também explorados pelo premiado A Substância (2024). 

Cronenberg estrutura a narrativa como um romance, criando envolvimento emocional com os personagens antes de conduzi-los ao horror, o que intensifica ainda mais a tensão ao longo da transformação do protagonista. O impacto maior, porém, está nos efeitos práticos que retratam a metamorfose física de forma gráfica e perturbadora, com resultados mais marcantes do que soluções digitais. O trabalho da equipe de maquiagem foi reconhecido com o Oscar, e a estética da deformação corporal consolidou o diretor como referência no subgênero do body horror. O slogan “Tenha medo. Tenha muito medo”, atravessou o e se transformou em expressão popular.

Mártires

Já Mártires (2008), produção francesa dirigida por Pascal Laugier, acompanha a trajetória de uma jovem marcada por traumas de infância que busca vingança. O filme é reconhecido pela violência gráfica e pela reflexão sobre sofrimento e transcendência.

A rotina tranquila de uma manhã de domingo é interrompida quando o toque da campainha desencadeia uma sequência de violência: ao atender a porta, o pai é atingido por um disparo de espingarda, e a jovem encapuzada que chega à casa passa a atacar brutalmente os demais familiares. A abertura já estabelece o tom de um dos expoentes do Cinema Extremo Francês, marcado por sangue em abundância e imagens explícitas. 

Diferentemente do chamado torture porn popularizado nos Estados Unidos, porém, a violência aqui está ligada a uma investigação mais profunda sobre trauma. O horror se manifesta tanto de forma concreta quanto simbólica, fundindo ameaças físicas e fantasmas psicológicos em uma proposta que ajudou a redefinir os rumos do gênero no fim da primeira década dos anos 2000.

À Meia Noite Levarei Sua Alma 

O terror nacional também marca presença com À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins. O longa apresenta o coveiro Zé do Caixão, personagem que desafia crenças religiosas e provoca a comunidade onde vive, tornando-se um dos ícones do horror brasileiro. “O que é a vida? É o princípio da . O que é a morte? É o fim da vida. O que é a existência? É a continuidade do sangue. O que é o sangue? É a razão da existência!”, foi como Marins inaugurou o cinema de terror nacional. 

O longa apresenta Zé do Caixão, figura central da narrativa ambientada em uma cidade do interior de São Paulo. Com visual marcante e postura declaradamente anti-religiosa, ele se coloca à margem da comunidade local. Movido por uma visão própria de mundo e pela descrença, concentra seus esforços em encontrar uma mulher que possa gerar seu filho, ainda que isso signifique ignorar a vontade dela. Construído como um antagonista absoluto, o personagem não oferece atenuantes nem justificativas para a violência e os atos agressivos que comete.

O Babadook

Entre os terrores psicológicos contemporâneos, O Babadook (2014), dirigido por Jennifer Kent, explora o luto e a maternidade por meio da figura de uma entidade que surge a partir de um livro infantil. O medo se constrói na tensão doméstica e na instabilidade emocional das personagens.

O Babadook trabalha em uma construção de suspense que mantém o seu monstro no mistério, com poucas aparições e muita tensão, mas com belos sustos. Na realidade, o filme trabalha mais no psicológico da mãe e no aprofundamento de sua insanidade enquanto ela lida com a criatura, tornando um dos terrores mais claros em sua metáfora: Babadook é mais sobre trauma, depressão e maternidade do que um filme de assombração gratuito.

Hereditário

Também centrado em dramas familiares, Hereditário (2018), de Ari Aster, acompanha uma família que passa a enfrentar eventos perturbadores após a morte da matriarca, desencadeados pela ruptura familiar devido ao luto. O filme se destaca pela atmosfera inquietante e pelo desenvolvimento gradual do horror. O terror do desconforto é intercalado com cenas gráficas de violência e envolvimento com o sobrenatural. 

Psicose

Clássico absoluto do suspense, Psicose (1960), de Alfred Hitchcock, apresenta a história de Marion Crane e o enigmático Norman Bates em um motel à beira da estrada. A obra tornou-se referência no gênero e é lembrada por uma das cenas mais icônicas do cinema.

Foram os crimes reais de Ed Gein, na década de 1950, que serviram de inspiração para a criação de Bates, especialmente na construção do assassino solitário com relação doentia com a mãe. A história de Gein também ecoou em outras obras marcantes do terror, como O Massacre da Serra Elétrica, O Silêncio dos , e, mais recentemente, a antologia Monstros

O Sexto Sentido

Com abordagem sobrenatural, O Sexto Sentido (1999), dirigido por M. Night Shyamalan, acompanha um psicólogo infantil que tenta ajudar um garoto capaz de ver e conversar com espíritos. O filme ficou marcado pelo clima de mistério e pelo desfecho surpreendente que revolucionou o gênero do terror.

Antes de assumir plenamente o terror, O Sexto Sentido se estabelece como um drama familiar conduzido pelo suspense psicológico. O diretor constrói a atmosfera por meio de movimentos de câmera contidos, ritmo cadenciado e diálogos que prolongam a tensão, fazendo com que o desconforto surja da duração das cenas tanto quanto dos sustos e imagens impactantes. No longa, Haley Joel Osment eterniza a frase “eu vejo pessoas mortas”. 

Suspiria

Por fim, Suspiria (1977), de Dario Argento, leva o espectador a uma academia de dança na Alemanha, onde uma jovem americana descobre acontecimentos misteriosos ligados à instituição. A estética marcada por cores intensas e trilha sonora impactante tornou o longa um dos principais títulos do terror italiano.

A trama não é o eixo principal da experiência. Argento prioriza a imersão sensorial, construindo um universo de estética surrealista que remete a um pesadelo iluminado por cores intensas. A atmosfera é potencializada por sons incômodos e pela trilha marcante composta pela banda Goblin, elementos que ampliam o desconforto e a estranheza. Com essa proposta estética singular, o filme consolidou-se como um clássico cult e, depois, ganhou uma nova versão em 2018, protagonizada por Dakota Johnson.

Fonte: O Imparcial

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