A Inpasa, maior produtora de etanol de milho da América Latina, planeja investir R$ 7 bilhões em novas unidades no Brasil em 2024, ampliando sua atuação no setor de biocombustíveis. A informação foi compartilhada por Renato Teixeira, diretor de Comunicação e Marketing da empresa, que detalhou os planos de expansão da companhia no país.
Segundo Teixeira, a Inpasa está prestes a inaugurar sua sexta usina brasileira em Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia, nas próximas semanas. Simultaneamente, a empresa mantém três plantas em construção: uma em Goiás e duas no Mato Grosso, sendo uma em Rondonópolis e outra ampliando a produção em Nova Mutum.
A empresa, que está no Brasil há sete anos com operações iniciadas em 2019 em Sinop (MT), já investiu mais de R$ 15 bilhões no país. “A gente vem crescendo 50% ao ano”, destacou Teixeira, ressaltando o rápido desenvolvimento da companhia no mercado brasileiro de biocombustíveis.
Potencial do etanol de milho na descarbonização
O etanol de milho já responde por 30% da produção nacional de biocombustíveis, aproveitando uma vantagem competitiva brasileira: a possibilidade de duas safras no mesmo ano. “O Brasil tem a grande vantagem de poder ter duas safras no mesmo ano. Então, o produtor consegue produzir soja, por exemplo, durante o verão, na sequência ele produz o milho”, explicou Teixeira.
Segundo o executivo, o biocombustível produzido a partir do milho safrinha representa uma importante ferramenta para a descarbonização global. “O etanol de milho, assim como o etanol de cana, é um produto extremamente sustentável, que está pronto para ser usado nesse processo de descarbonização do mundo”, afirmou.
Teixeira apontou que setores como aviação e, principalmente, o marítimo representam mercados potenciais para o etanol brasileiro. “O setor marítimo tem um objetivo muito agressivo de descarbonização para os próximos anos”, ressaltou, destacando que o Brasil pode se tornar protagonista global no fornecimento de biocombustíveis sustentáveis.
Após os Estados Unidos, maior produtor mundial de etanol, o Brasil ocupa a segunda posição, com a Inpasa se destacando como a segunda maior empresa do setor globalmente. “O etanol de milho chegou para ficar. E o mundo vai precisar muito do Brasil no seu desafio de descarbonização”, concluiu o diretor.
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