A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu manter as prisões de todos os investigados por participação em um esquema de desvio de recursos públicos estimado em R$ 56 milhões no município de Turilândia. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (9).
Com o entendimento do colegiado, seguem presos o prefeito Paulo Curió, a ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima, o marido dela, Marlon de Jesus Arouche Serrão, e o contador da prefeitura Wandson Jhonathan Barros, além de outros investigados, entre eles empresários, servidores públicos e todos os vereadores do município. Já a primeira-dama Eva Curió e a vice-prefeita Tânya Mendes permanecem em prisão domiciliar.
Os investigados foram alvos da Operação Tântalo II, deflagrada em dezembro de 2025, que apura a existência de uma organização criminosa instalada dentro das estruturas do Poder Executivo e do Poder Legislativo municipais.
Ao manter as prisões, os desembargadores entenderam que a custódia cautelar é necessária para garantir a ordem pública, evitar interferências nas investigações e impedir a possível reiteração de crimes. O processo segue em tramitação, e as defesas ainda podem recorrer às instâncias superiores.
Esquema envolvia fraudes em licitações
De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o esquema teria operado entre os anos de 2021 e 2025, por meio de fraudes em licitações e contratos públicos. As investigações apontam o uso de empresas de fachada, emissão de notas fiscais sem a efetiva prestação de serviços e a divisão dos recursos desviados entre agentes públicos e empresários.
Os autos do processo indicam a prática de crimes como organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Há ainda suspeitas de que a Câmara Municipal tenha sido cooptada para dar sustentação política ao esquema, com repasses a parlamentares e omissão deliberada na fiscalização dos atos do Executivo.
Fonte: Portal do Maranhão




