O salário mínimo não tem sido suficiente para cobrir as despesas mensais da maioria dos maranhenses. Uma pesquisa da Serasa aponta que o custo médio de vida no Maranhão chega a R$ 2.230 por mês, valor bem acima do salário mínimo vigente.
Em 2025, o salário mínimo foi de R$ 1.581. Já em 2026, passou para R$ 1.621, ainda distante do valor necessário para manter as despesas básicas das famílias no estado.
Segundo o levantamento, os maiores gastos dos maranhenses são com moradia, alimentação e contas básicas, como água, energia elétrica e gás. Esses itens representam mais da metade do orçamento mensal.
A chamada “compra do mês” nos supermercados custa, em média, R$ 640 no Maranhão. No Nordeste, esse valor é ainda maior, chegando a R$ 780. Já as contas recorrentes somam cerca de R$ 410 por mês no estado.
Outras despesas também pesam no orçamento. Os gastos médios com transporte e mobilidade chegam a R$ 190, enquanto saúde e atividade física representam cerca de R$ 370. O lazer consome, em média, R$ 260, a educação cerca de R$ 440 e as compras em geral, R$ 400 mensais.
A pesquisa revela ainda que controlar o orçamento não é tarefa fácil. Dos 6.063 entrevistados, apenas 19% afirmaram ter facilidade para gerenciar pagamentos e despesas do dia a dia. Situações imprevistas acabam agravando o endividamento das famílias.
No fim de 2025, 2.343.269 maranhenses estavam inadimplentes, de acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa. O cartão de crédito aparece como o principal vilão das dívidas, concentrando 26% dos débitos em aberto no estado.
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