À primeira vista, é só um detalhe rápido. Um daqueles momentos que piscam na tela e somem antes mesmo de você processar. Mas, para quem conhece Westeros, O Cavaleiro dos Sete Reinos acaba de entregar algo enorme: um spoiler sobre o destino de A Casa do Dragão. E o mais curioso? Ele faz isso sem dizer uma única palavra.
Vale lembrar que estamos falando de séries separadas por quase 80 anos na linha do tempo. Mesmo assim, elas conversam. E quando conversam, revelam mais do que parecem.
Um torneio, um brasão e um aviso claro
A cena acontece rápido, quase tímida. Um cavaleiro aparece no torneio de Ashford Meadow. Nenhuma fala marcante, nenhum destaque explícito. Só um brasão: uma torre de pedra com uma chama verde no topo. Para fãs atentos, isso grita uma coisa só: Casa Hightower.
Nos livros, sabemos que esse cavaleiro é Abelar Hightower, alguém que não tem grande importância individual. Mas o simbolismo aqui é brutal. A presença discreta da Casa Hightower, sem poder, sem reverência, sem destaque, diz muito. Talvez mais do que qualquer discurso faria, concorda?
Se você acompanha A Casa do Dragão, já sente o peso disso. Afinal, estamos falando da família que hoje divide Westeros ao meio. A pergunta surge: como essa casa tão influente chegou a esse ponto quase irrelevante? E aí vem a surpresa.


O destino trágico dos Hightower na Dança dos Dragões
Sem rodeios: as coisas dão muito errado para os Hightower durante a Dança dos Dragões. Quando Rhaenyra finalmente toma Porto Real, a casa praticamente desmorona. Otto Hightower e Gwayne são mortos. Alicent vira prisioneira e passa seus últimos dias isolada, um fantasma vivo dentro da Fortaleza Vermelha.
Uma família que apostou tudo no jogo do poder e perdeu quase todas as peças. E isso sem contar o massacre nos campos de batalha, especialmente nas duas batalhas de Tumbleton, onde primos, líderes e soldados Hightower são eliminados um por um.
A série ainda não mostrou tudo isso, estamos falando de eventos que devem explodir de vez nas temporadas 3 e 4. Mas o recado já foi enviado. O brasão solitário em O Cavaleiro dos Sete Reinos funciona quase como um epitáfio antecipado. Um aviso de que aquela antiga influência acabou.


O silêncio como estratégia
O mais interessante é que o “fim” dos Hightower não é exatamente uma extinção. Pelo contrário. Depois da guerra, eles mudam de jogo. Em vez de dragões e espadas, escolhem comércio, riqueza e influência nos bastidores.
Durante a Rebelião Blackfyre, anos depois, os Hightower jogam dos dois lados. Nem totalmente com os Targaryen, nem totalmente contra. Uma postura fria, calculada. Nada heroica, mas extremamente eficaz. E isso ajuda a entender por que, décadas depois, eles ainda existem, mesmo longe do centro do poder.
Essa decisão molda tudo. Em O Cavaleiro dos Sete Reinos, eles já não são a casa da rainha. Não comandam o reino. São apenas mais uma entre muitas. E isso não parece um acidente. Parece escolha.
Fonte: CINEPOP




