O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tem intensificado o diálogo com a atual direção do BRB (Banco de Brasília) em meio à grave crise desencadeada pela investigação sobre a compra de ativos fraudulentos do Banco Master. A apuração é dos analistas de Política da CNN Matheus Teixeira e Larissa Rodrigues.
A estratégia de Ibaneis tem sido se desvincular da antiga direção do BRB, comandada por Paulo Henrique Costa, que operacionalizou a compra dos títulos fraudulentos que geraram um rombo estimado em R$ 12 bilhões. Ele justifica que delegou total liberdade aos seus auxiliares e que não é um governador centralizador, tentando assim afastar sua responsabilidade sobre o caso.
Aproximação com a nova gestão
Enquanto busca se distanciar da administração anterior, Ibaneis tem se aproximado da atual gestão do BRB, agora liderada por Nelson Souza, um agente do mercado financeiro reconhecido que assumiu após o afastamento de Paulo Henrique Costa. Segundo Matheus Teixeira, o principal objetivo dessa aproximação é evitar que o governo do Distrito Federal precise injetar recursos públicos para salvar o banco.
Segundo Larissa Rodrigues, o governador e o comando do BRB estão trabalhando juntos para comprovar que “o banco está de pé e continuará de pé sem dinheiro do contribuinte”. A pressão sobre Ibaneis aumentará consideravelmente caso seja necessário um aporte de dinheiro público, especialmente considerando que a situação das contas do governo do Distrito Federal não é favorável.
Busca por soluções financeiras
Para contornar a crise, o atual presidente do BRB esteve em São Paulo tentando vender ativos que o próprio banco adquiriu do Banco Master. Outras alternativas em análise incluem a obtenção de empréstimos junto ao fundo garantidor que protege pequenos investidores, a venda de imóveis do banco ou do governo do DF, e até mesmo a negociação com outras instituições financeiras.
Larissa destaca que prazo para que o BRB apresente ao Banco Central um plano detalhando como conseguirá recuperar a liquidez necessária para honrar seus compromissos termina nesta sexta-feira (6). O banco precisa demonstrar como obterá cerca de R$ 5 bilhões em um prazo de seis meses. A apresentação desse cronograma é crucial para o futuro da instituição financeira e para a gestão de Ibaneis Rocha.




