Agostina Paés, turista argentina indiciada por injúria racial, foi presa nesta sexta-feira (6). Ela foi localizada em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu após um mandado de prisão ser expedido pela Justiça do Estado, depois das investigações da PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) terem concluído o inquérito.
De acordo com a Polícia, as condutas criminosas foram registradas em vídeo pela própria vítima e confirmadas após análise das imagens de câmeras de segurança.
Veja o momento da prisão
Relembre o caso
De acordo com o funcionário, a confusão começou após uma discussão por causa de um suposto erro na cobrança da conta. Para esclarecer a situação, ele foi conferir as imagens das câmeras de segurança e pediu para que a mulher aguardasse no local.
Foi nesse momento que, segundo o relato do funcionário, a turista passou a fazer xingamentos racistas. O homem decidiu gravar a cena e, nas imagens, a mulher aparece imitando gestos de macaco e fazendo sons do animal em direção a ele. Assim que tomaram conhecimento do caso, os agentes iniciaram as buscas para localizar a suspeita.
Em depoimento, a argentina declarou que os gestos teriam sido uma brincadeira voltada às amigas e afirmou não ter a intenção de se dirigir ao funcionário. Nas gravações, é possível identificar o uso do termo “mono”, palavra em espanhol que significa “macaco”, além da reprodução de gestos associados ao animal.
No último dia 17 de janeiro, a turista teve o passaporte apreendido por determinação da Justiça do Rio de Janeiro e como medida cautelar, passou a usar tornozeleira eletrônica. “Estou presa, com medo. No Brasil, o crime de discriminação e racismo é grave, é por isso que tudo isso acontece”, relatou a mulher ao jornal argentino Info Del Estero.
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