3º episódio de ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ é o melhor da série até agora

3º episódio de ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ é o melhor da série até agora

Há algo deliciosamente singular sobre ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’: ainda que se mantenha fiel à identidade blasfema e recheada de intrigas políticas e jogos de poder da original, , esse spin-off se beneficia de um caráter mais aventuresco e despojado que, de imediato, nos chamou a atenção. Narrando as aventuras de Sir Duncan (Peter Claffey), apelidado carinhosamente de Dunk, e de seu fiel escudeiro, o jovem Egg (Dexter Sol Ansell), a produção caiu no gosto tanto dos fãs inveterados do expansivo universo fantástico, quanto daqueles que começaram a explorá-lo há pouco .

Desde sua estreia em meados de janeiro, a narrativa se mostrou sem pressa de apresentar os personagens, mergulhando nas clássicas fórmulas da Jornada do Herói que, aqui, funcionam em sua completude. Ao fazer um ótimo trabalho em nos introduzir a adoráveis protagonistas que, mesmo com personalidades totalmente diferentes, se completam em uma química espetacular, o projeto encabeçado por Ira Parker e George R.R. Martin se mostra disposto a nos conquistar minuto a minuto. E, ao entrarmos no terceiro capítulo, percebemos que as mentes por trás do spin-off guardaram algumas deliciosas surpresas nas mangas.

Como pudemos perceber, os dois primeiros capítulos ajudaram a compreender não apenas as motivações de Dunk e Egg – este desejando se tornar um escudeiro, aquele almejando à imortalização do próprio nome como Cavaleiro -, mas o complexo espectro sociopolítico de Westeros em uma época em que a Casa Targaryen subjugava seus inimigos de maneira impiedosa, pouco depois da Rebelião Blackfyre. E, em meio a dois núcleos em rota iminente de colisão, somos engolfados em um interessante -de-force que ganha mais elementos pouco a pouco, culminando neste novo episódio, “The Squire”, que se sagra o melhor da temporada até agora.

O enredo volta a focar no relacionamento entre Dunk e Egg. O jovem, que permanece escondendo segredos de um passado nebuloso, quer provar seu valor como escudeiro e passa a treinar o cavalo de guerra Thunder para que seu mestre possa participar das justas e estar um passo mais próximo de alcançar seu sonho. Em meio a intercorrências momentâneas, o Cavaleiro Andante vê na figura excêntrica de Egg alguém que pode ajudar e que merece ser tratado com respeito, levando-a para a efervescência do Torneio de Vaufreixo. Mais do que isso, os rápidos e sagazes diálogos entre os personagens ganha uma nova camada, adornada tanto com um crescente quanto com reflexões temerosas sobre a efemeridade da vida que acompanha a beligerante atmosfera de Westeros.

A dupla também enfrenta a dura realidade das justas que os aguardam, incrementando as subtramas da temporada: Dunk, por exemplo, é abordado por Plummer (Tom Vaughan-Lawlor) para participar de uma luta manipulada para que ele recupere parte do dinheiro perdido financiando o Torneio. Colocando-o em uma disputa com a forte bússola moral que o desde sempre, ele começa a ponderar os prós e contras de aceitar a proposta. Em outro momento, Egg lida com a brutal competição que os aguarda ao presenciar um atroz embate que revela a psicótica e insana de Aerion Targaryen (Finn Bennett), que caminha triunfante e sem escrúpulos sobre o sangue de seu adversário.

É a partir daqui que o talento da diretora Sarah Adina Smith encontra expressiva vida, fazendo questão de unir Dunk e Egg em enquadramentos que oscilam de uma momentânea tranquilidade para uma derradeira percepção de que os riscos são altos. O , assinado por Parker, Hiram Martinez e Annie Julia Wyman, acompanha a sólida direção do episódio ao não poupar esforços para nos chocar com elementos-surpresa e um dos conflitos de maior importância na história: o momento em que Egg, tentando impedir que Dunk seja torturado e morto por Aerion após o Cavaleiro defender a marionetista Tanselle (Tanzyn Crawford), revela sua verdadeira identidade: Aegon Targaryen, filho mais novo do Príncipe Maekar Targaryen (Sam Spruell).

Calmamente nos guiando para esse delicioso e um tanto quanto novelesco gancho, cada elemento funciona como deveria e nos chama a atenção por representar a primeira movimentação palpável na trama principal, cultivando um terreno fértil para que esse microcosmos seja esquadrinhado como merece. E, apoiando-se em uma estética que acompanha a identidade das semanas anteriores – incluindo a caprichosa montagem de Paulo Pandolpho e a ambígua de Federico Cesca.

Capítulo a capítulo, ‘O Cavaleiro dos Sete Reinos’ vai se configurando como uma pequena gema da televisão contemporânea, revelando-se sem pressa em uma pomposa e instigante que não falha em nos encantar. E, com o cliffhanger que foi preparado com minúcia para esse momento específico da jornada de Dunk e Egg, nossas expectativas para o restante do spin-off não poderiam estar mais altas.

Lembrando que o próximo episódio vai ao ar no dia 8 de fevereiro.

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Fonte: CINEPOP

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