4ª temporada de ‘Bridgerton’ reafirma a série como uma das mais deliciosas da atualidade

4ª temporada de ‘Bridgerton’ reafirma a série como uma das mais deliciosas da atualidade

Desde sua estreia no de 2020, ‘Bridgerton’ ascendeu a uma popularidade indescritível entre os assinantes da Netflix. O de época revisionista, que nos leva a uma realidade alternativa da realeza britânica do século XIX, funcionou como uma sólida adaptação dos saga literária best-seller de Julia Quinn e angariou uma legião de fãs ao redor do mundo, que se apaixonaram pelas empreitadas da Família Bridgerton e dos romances que tomaram conta de uma sociedade em polvorosa e marcada pelo conflito entre e novidade. Agora, caminhamos para a quarta temporada da atração, que, como poderíamos imaginar, reitera a como uma das mais saborosas da gigante do streaming.

A primeira leva do novo ciclo, formada por quatro episódios, faz um ótimo em, logo de cara, nos transportar de volta à Era da Regência e ao vibrante cosmos eternizado nas telinhas pelo criador Chris Van Dusen, dando início à história de mais um irmão Bridgerton, Benedict (Luke Thompson), um boêmio artista apaixonado pela imprevisibilidade da vida e que, ao que tudo indica não quer se casar, para desespero da mãe, Lady Violet Bridgerton (Ruth Gemmell). Porém, Violet vê no baile de máscaras que está organizando, e que abrirá a temporada social do ano, uma oportunidade para que o filho encontre uma pretendente. Solteirão convicto e em um vício pela liberdade que possui, as coisas mudam quando ele conhece uma jovem fantasiada que imediatamente o inebria com uma admiração inefável.

Conhecendo-se por breves momentos, a misteriosa garota foge do baile à batida da meia-noite, deixando para trás uma luva adornada e lançando Benedict em uma busca pela única pessoa que conseguiu encantá-lo na vida. A jovem, por sua vez, é conhecida pelo nome de Sophie Baek (Yerin Ha), uma criada da mansão de Lady Araminta Gun (Katie Leung), Condessa de Penwood que conduz o nome da família com punhos de ferro e com uma tolerância zero para qualquer um que tente lhe enganar. O problema é que Araminta é madrasta de Sophie e, após a morte do bondoso homem que chamava de pai, foi designada pela matriarca como criada, escondendo-se nos suntuosos corredores da propriedade para que as filhas de Araminta, Rosamund (Michelle Mao) e Posy (Isabella Wei), despontassem na high society.

Como podemos perceber, Van Dusen se apropria do clássico conto de fadas ‘Cinderela’ para delinear a principal trama do quarto ciclo: afinal, Benedict e Sophie embarcam em uma jornada romântica que, logo de início, se mostra cheia de altos e baixos e que culmina na expulsão da garota de sua própria casa e sua consecutiva contratação como dama de companhia de Eloise (Claudia Jessie) e Hyacinth (Florence Hunt) através do charme incontestável de Benedict. E, como podemos imaginar, o fato de ambos pertencerem a classes sociais totalmente diferentes – isto é, levando em conta que Sophie é obrigada a esconder sua verdadeira identidade – reitera o envolvente escopo fabulesco.

Thompson já havia nos conquistado nas temporadas anteriores como o cativante Benedict, ganhando protagonismo merecido que volta a nos conquistar de imediato. E, enquanto brilha em sequências ao lado de Gemmell e Jessie, que são engolfadas em seus próprios arcos de maneira igualmente sólida, ele alcança seu ápice ao lado de Ha, uma adição certeira ao . Nutrindo de uma química espetacular ao lado do colega de profissão, a atriz desponta com uma personalidade única que nos mostra as múltiplas facetas de alguém que transformou dor em força, sem perder o magnetismo de alguém que está descobrindo o amor pela primeira vez.

Singrando pelos enfeitados corredores palacianos e pelos estonteantes casarões londrinos, outros membros do elenco fazem questão de nos encantar em subtramas adoráveis e instigantes: Adjoa Andoh e Golda Rosheuvel retornam como Lady Danbury e a Rainha Charlotte, agora em um inesperado arco tour-de-force que desestabiliza as fundações de uma amizade de ; Leung rouba os holofotes com uma performance noventista de Lady Araminta, fascinando com uma presença agourenta e perigosa que a transforma na antagonista definitiva da trama principal; e nomes como Nicola Coughlan, Luke Newton e Hannah Dodd reprisam seus respectivos papéis de maneira admirável.

Enquanto a série mantém firme seu caráter propositalmente anacrônico, o cuidado artístico soa ainda mais minucioso que nos anos anteriores, garantindo um conflito irruptivo de ideais que começam a tomar mais forma, à medida que temas como liberdade sexual, papéis de gênero e questões psicológicas recebem uma dose a mais de profundidade. Desde a evocativa trilha sonora assinada por Kris Bowers até o irretocável design de produção guiado por Alison Gartshore, os elementos promovem um encontro inesperado entre passado e presente que nos atiça desde os primeiros segundos.

A quarta temporada de ‘Bridgerton’ é um glorioso retorno de um dos fenômenos culturais da década, acertando onde deve acertar e ampliando esse soberbo universo que continua a nos enfeitiçar episódio a episódio. Deixando-nos com um gostinho de quero mais com um ótimo gancho, a primeira leva de episódios nos deixa ansiosos para o antecipado desenrolar entre Benedict e Sophie.

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Em contato com as artes em geral desde muito cedo, Thiago Nolla é jornalista, escritor e drag queen nas horas vagas. Trabalha com pop desde 2015 e é uma enciclopédia ambulante sobre divas pop (principalmente sobre suas musas, Lady Gaga e Beyoncé). Ele também é apaixonado por vinho, e jogar conversa fora.

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Fonte: CINEPOP

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