Lei Orelha: projeto busca endurecer punições por maus-tratos a animais

Lei Orelha: projeto busca endurecer punições por maus-tratos a animais

O Mário Motta (PSD) apresentou na Assembleia Legislativa de um projeto de lei que propõe mudanças no Código Estadual de Proteção aos Animais, em resposta ao caso de maus-tratos que resultou na do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. Batizada de “Lei Orelha”, a proposta busca endurecer as penalidades e ampliar a responsabilização de pais ou responsáveis quando os crimes forem praticados por menores de idade.

Segundo o parlamentar, o episódio envolvendo o cão Orelha não pode ser tratado como um caso isolado. “O que aconteceu com o Orelha exige resposta. Exige . E, diante disso, ficar parado simplesmente não era uma opção”, afirmou. 

A proposta apresentada por Mário Motta cria mecanismos de responsabilização administrativa nos casos de maus-tratos cometidos por menores, com aplicação de multa aos pais ou responsáveis legais. O texto também prevê o agravamento das penalidades como multa em dobro quando houver lesão grave ao animal e, em triplo, nos casos que resultarem em morte.

Motta ressaltou ainda que a apresentação do projeto de lei, por si só, não significa fazer , mas representa uma resposta institucional diante da gravidade do caso. “O que posso fazer como deputado estadual é agir quando a realidade mostra que a lei precisa evoluir. A Lei Orelha é uma medida pensada para prevenir, educar e proteger quem não tem voz”, concluiu.

Entenda

A de Santa Catarina investiga a morte de Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos, que era cuidado de forma espontânea por moradores da Brava. O caso veio à tona no dia 16 de janeiro, quando a polícia foi informada do desaparecimento do animal. Dias depois, Orelha foi encontrado por um de seus cuidadores gravemente ferido e agonizando.

Devido à gravidade dos ferimentos, o cão não resistiu e precisou ser submetido à eutaná. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e colhidos durante a .

Além disso, foi confirmada a investigação de dois casos distintos de maus-tratos. Um deles envolve o cão Orelha, que, segundo laudo pericial, foi agredido com um instrumento contundente. O outro é o caso do cachorro Caramelo, que teria sido jogado no mar pelo mesmo grupo de adolescentes.

Fonte: O Imparcial

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