Cão Orelha: o que pode acontecer com adolescentes suspeitos de maus-tratos

Cão Orelha: o que pode acontecer com adolescentes suspeitos de maus-tratos

A PCSC ( de Santa Catarina) conduz uma investigação para apurar a responsabilidade de um grupo de adolescentes nas agressões que levaram à morte do cão “Orelha”, um animal comunitário que vivia na Brava, em .

O caso, que gerou comoção e manifestações de moradores e ONGs, segue ritos específicos previstos pela legislação brasileira devido à idade dos envolvidos.

SC: Polícia faz que investiga caso de maus-tratos contra cão “Orelha”

O procedimento legal para adolescentes

De acordo com as autoridades policiais, caso a suspeita de autoria das agressões seja confirmada, o relatório final do inquérito será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei.

Isso ocorre porque, em razão da idade, os não respondem pelo Código Penal comum, mas sim por legislações específicas que tratam sobre atos infracionais cometidos por menores de 18 anos.

A medida socioeducativa de internação — termo jurídico correto para o “regime fechado” no contexto juvenil — é de no máximo 3 anos, de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Independente da idade, a liberação do jovem é compulsória assim que ele atinge os 21 anos de idade.

Investigação

Até o momento, quatro adolescentes foram identificados como possíveis autores das agressões.

Durante a fase de coleta de provas, a polícia executou mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos.

O objetivo nesta etapa é apreender equipamentos tecnológicos, como telefones e computadores, para auxiliar na identificação da participação de cada jovem no crime de maus-tratos.

Defesa das famílias

Dois deles foram alvo direto das buscas, enquanto outros dois estão em uma viagem pré-programada aos e devem retornar ao Brasil na próxima semana.

As famílias de dois dos jovens negaram publicamente o envolvimento de seus filhos. Em notas divulgadas, os pais afirmam que os adolescentes estão sendo alvo de “acusações injustas” e indevida de dados pessoais nas redes sociais.

Uma das famílias destacou que o filho não aparece nos vídeos da agressão que circulam na e que o grupo está colaborando com o trabalho das autoridades.

Coação e participação de adultos

Além da conduta dos jovens, a polícia investiga a participação de adultos que teriam tentado interferir no processo.

Um homem é suspeito de coagir testemunhas durante as investigações. Entre os investigados por suposta coação estão um pai de um dos jovens e um policial civil.

Mandados de busca foram expedidos na tentativa de localizar uma arma de fogo que teria sido utilizada para ameaçar as testemunhas, mas o objeto não foi encontrado.

O cão Orelha, que era cuidado pela comunidade local há cerca de dez anos, precisou ser submetido a eutanásia após ser encontrado com ferimentos graves decorrentes da sessão de tortura.

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