O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) determinou, nesta segunda-feira (26), a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da vice-prefeita de Turilândia, Tânya Karla Mendes, e da primeira-dama do município, Eva Maria Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió.
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As duas são investigadas por participação em um esquema que teria desviado cerca de R$ 56 milhões de recursos públicos do município de Turilândia, no interior do Maranhão.
A substituição da prisão ocorreu após a realização de um estudo social interdisciplinar que avaliou a situação dos filhos das investigadas. O relatório contribuiu para a reavaliação das medidas cautelares impostas pela Justiça. Tânya Mendes e Eva Curió estavam presas desde o dia 24 de dezembro de 2025, quando foram alvos de uma operação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA).
As decisões foram analisadas durante o plantão judiciário do TJMA. Em processos distintos, o desembargador plantonista José de Ribamar Froz Sobrinho avaliou os pedidos apresentados pelas defesas das investigadas.
No caso de Eva Curió, a defesa solicitou a substituição da prisão preventiva por domiciliar, alegando constrangimento ilegal. Já no processo de Tânya Karla Mendes, foi requerido o reexame e a adequação das medidas cautelares aplicadas anteriormente.
Nas decisões, o desembargador ressaltou que o plantão judiciário é destinado exclusivamente à análise de situações urgentes. Ele destacou que as medidas questionadas foram determinadas no âmbito de uma representação do Ministério Público e decididas pela desembargadora Maria das Graças Soares Peres Amorim, relatora preventiva do caso.
Diante da complexidade do processo e em respeito ao princípio do juiz natural, o magistrado entendeu que eventuais questionamentos sobre as decisões devem ser analisados por instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), para evitar conflito entre órgãos do mesmo nível hierárquico.
As investigações seguem em andamento e apuram um suposto esquema de corrupção que teria causado prejuízo milionário aos cofres públicos de Turilândia. O caso faz parte dos desdobramentos da Operação Tântalo II, conduzida pelo Ministério Público do Maranhão.




