Outro fato que pode pesar na escolha da Academia é a fama que os profissionais indicados têm na indústria e no meio. Nina Gold, que concorre por “Hamnet”, trabalhou em Conclave, na franquia “Star Wars” e em “Game of Thrones”, enquanto Francine Maisler (“Pecadores”) esteve em “O Regresso”, “Birdman”, “12 anos de Escravidão” e “Succession”. Nomes tão conhecidos podem ser um voto mais seguro, ainda mais em uma categoria estreante na premiação.
Porém, em algo tão novo e tão raro para a Academia, tudo pode acontecer. Ainda não está claro quais serão os parâmetros para premiar os vencedores e, em uma boa surpresa, o Brasil pode subir ao palco e ficar marcado para sempre na história da premiação mais importante do cinema norte-americano como o primeiro vencedor de Melhor Casting ou, para os falantes de português, Melhor Seleção de Elenco.
Mudanças no Oscar
O evento da Academia nunca foi o melhor em acompanhar as alterações impostas pelos novos tempos. O Oscar costuma esperar a própria credibilidade ser colocada em risco para, só assim, movimentar-se em direção ao futuro.
Com Melhor Casting não foi diferente. A Academia Britânica de Cinema e o Critics Choice Awards precisaram trazer esta disputa antes para que o Oscar colocasse a categoria na lista.
Contudo, essa não vai ser a única nova categoria em um futuro recente na premiação. Em 2028, Melhor Direção de Dublês será adicionada à lista como uma forma de comemoração da 100ª edição do Oscar. O reconhecimento de quem se arrisca no set era pedido há anos e foi muito comemorado pela comunidade cinéfila. Assim como foi com o casting, a Academia mostra que tarda, mas não falha, e, aos poucos, o Oscar se rende aos novos tempos.




