Festival Batalha na Praça celebra o potencial audiovisual do Hip Hop Maranhense

Festival Batalha na Praça celebra o potencial audiovisual do Hip Hop Maranhense

O de São Luís, tradicionalmente conhecido por seus casarões e ladeiras, foi palco de uma intensa programação durante o último final de semana. O Teatro João do Vale abriu suas portas para o Audiovisual Batalha na Praça, um evento gratuito que não apenas celebrou a cultura urbana, mas consolidou o como um polo de produção artística de alta qualidade, unindo o peso da com a inovação tecnológica das telas.

O festival, que contou com oficinas, homenagens, mostras competitivas e exibições especiais, serviu como uma vitrine para o vigor da cena local. Entre as atrações musicais, nomes como Família Força Gueto, Gcas, Morango Kush e a icônica Célia Sampaio garantiram que a batida do e as vibrações do reggae mantivessem o público conectado à essência das ruas.

Das pequenas caixas de som ao Teatro

O evento é uma expansão da “Batalha na Praça”, movimento que há mais de uma década ocupa espaços públicos como a Praça Deodoro e a Benedito Leite. Para GUGS, rapper, produtor e um dos idealizadores, o festival é um exercício de memória e reconhecimento.

Ele recorda o início humilde em 2015, quando o público não passava de dez pessoas e o equipamento era carregado “no corre”, protegido da chuva por sacos de lixo.

“Hoje, quase todo bairro tem uma batalha. Quem diz que o Maranhão não vive o não conhece a nossa história. Muitos artistas que o Brasil idolatra bebem da fonte daqui”, pontua o produtor, citando a influência histórica de grupos como o Clã .

Hugo Costa Santos (Gugs), idealizador do Festival Audiovisual Batalha na Praça

A força feminina

A presença feminina no festival foi um dos pilares de força e representatividade. A rapper e apresentadora Thaynara Ferreira, conhecida como WhyThay, destaca que a evolução do audiovisual maranhense é visível na transição do “feito como dá” para produções de nível cinematográfico.

Antigamente a gente não tinha nem registro. Hoje temos produções insanas, como o trabalho da Jessica Lauane ou o clipe ‘Hood Boy’ do Gugs, que brinca com a e as cores do Centro Histórico”, explica WhyThay.

Thaynara Ferreira (WhyThay), apresentadora, rapper e mestre de cerimônia

Para ela, o festival é o momento de prestigiar quem está na frente e por trás das câmeras, especialmente as que entregam trabalhos de excelência técnica e sensibilidade artística.

Apoio e papel social

Apesar do brilho no palco, o festival também serviu como um espaço de denúncia e reflexão política. Macaxeira, líder cultural e fundador do grupo Família Força Gueto, trouxe um tom realista sobre as dificuldades enfrentadas pelas culturas urbanas no estado. Com 20 anos de estrada, ele enfatiza a carência de políticas públicas voltadas para o setor.

“O Estado fornece incentivo, mas ainda é muito pobre em ajudar culturas alternativas. As populares são bem representadas, mas as culturas urbanas têm uma necessidade enorme de visibilidade. A gente ainda sofre com a marginalização”, desabafa Macaxeira.

Para o B-Boy, o festival cumpre uma função social vital: “Nós não fazemos apologia à criminalidade. O Hip Hop tira o jovem da rua e das drogas, dá concepção de vida e pensamento de sociedade. Esses festivais são portas que se abrem para mostrar o que realmente somos”.

Lopes Júnior (Macaxeira), fundador do Família Força Gueto

Mostra competitiva: os protagonistas

O ponto alto do evento foi a das mostras competitivas, que revelaram a diversidade temática e estética da produção maranhense atual.

Clipes indicados:

Artimanhas – Hades Mc
Hoje não pensei em você pt2 – Ugu
Feat violento – Mano Magrão e Gustavo Mic
Súplica maranhense – Gonçalves
Quem eu era – YoongÈsù
Quem diria – Dilla
Por toda noite – Helton Borges
Iluminado – MC Seu Rafa
Melô do Bolado – Criola Beat
Herança Cypher – Labmais Maranhão

Filmes indicados:

  • Brisa Sessions – Marco Gabriel e Kiko Lisboa
  • CIATDAL – José Carlos da Silva Rap
  • HT FLOW – Vozes da quebrada
  • 2º encontro maranhense da cultura hip hop – Preto Nando
  • Ugu: o sonido resiliente – Marlan Levi
  • O graffiti delas – Ana Paula Costa Lobato
  • Nossa cultura vem da mata – Coletivo Reocupa
  • Iroko – Vitória Campos e Jessica Lauane

O Festival Audiovisual Batalha na Praça encerra sua edição deixando claro que o Maranhão não apenas consome cultura, mas exporta talento e resistência. A expectativa agora é que o palco do Teatro João do Vale seja apenas um de muitos outros que o Hip Hop maranhense ainda irá conquistar.

Leia também:



Fonte: O Imparcial

Foto de Redação

Redação

Assessoria de comunicação da agência SLZ7. Uma empresa de desenvolvimento e marketing digital que oferece soluções estratégias e fortalecimento de marcas aumentando a presença online

Foto de Redação

Redação

Assessoria de comunicação da SLZ7

publicidade

Veja mais

publicidade

error: Content is protected !!