Marcapasso no cérebro: reprogramação que alivia tremores e devolve autonomia

Marcapasso no cérebro: reprogramação que alivia tremores e devolve autonomia

da neurocirurgia ajuda a controlar sintomas resistentes e melhora a vida de pacientes selecionados com rigor

Imagem produzida com IA

A estimulação cerebral profunda, conhecida pela sigla DBS (do inglês Deep Brain Stimulation), representa um dos maiores avanços da neurocirurgia funcional nas últimas . Indicada para pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento medicamentoso, a técnica consiste na implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, capazes de modular circuitos neuronais responsáveis por sintomas motores e neurológicos incapacitantes. Mais do que “estimular”, o objetivo é reorganizar o funcionamento cerebral e devolver autonomia ao paciente.

Como funciona a estimulação cerebral profunda

O procedimento envolve a implantação de eletrodos finos em regiões profundas do cérebro, previamente mapeadas por exames de imagem e testes neurofisiológicos. Esses eletrodos são conectados a um gerador de impulsos, semelhante a um marca-passo, implantado sob a pele, geralmente na região do tórax.

Os impulsos elétricos emitidos modulam a atividade dos circuitos cerebrais alterados pela doença. Diferentemente de cirurgias ablativas do passado, a DBS não destrói tecido cerebral e pode ser ajustada ao longo do tempo, de acordo com a resposta clínica do paciente. Esse caráter ajustável e reversível é uma das grandes vantagens da técnica.

Principais indicações e benefícios clínicos

A indicação mais conhecida da estimulação cerebral profunda é o tratamento da doença de Parkinson em estágios moderados a avançados, especialmente quando há flutuações motoras importantes, tremores resistentes e efeitos colaterais dos medicamentos. A DBS também é utilizada em casos de tremor essencial e distonias, com resultados expressivos na redução dos sintomas.

Em pacientes bem selecionados, a técnica pode reduzir significativamente a rigidez, os tremores e a lentidão dos movimentos, permitindo reduzir as doses de medicamentos e melhorar a qualidade de vida. Estudos mais recentes também investigam seu uso em epilepsia refratária, transtorno obsessivo-compulsivo e depressão resistente, sempre em contextos altamente controlados.

Quem pode se beneficiar e quais são os cuidados

A estimulação cerebral profunda não é indicada para todos os pacientes. A criteriosa é fundamental e envolve avaliação neurológica detalhada, exames de imagem, testes neuropsicológicos e discussão multidisciplinar. Idade, tempo de doença, resposta prévia aos medicamentos e estado cognitivo são fatores determinantes para a indicação.

O procedimento cirúrgico é considerado seguro quando realizado em centros especializados, mas, como qualquer cerebral, envolve riscos que devem ser discutidos com clareza. Após a implantação, o acompanhamento contínuo é essencial para ajustar os parâmetros do dispositivo e otimizar os resultados. O sucesso da DBS depende tanto da cirurgia quanto do seguimento a longo prazo.

A estimulação cerebral profunda não cura doenças neurológicas, mas pode transformar a forma como elas impactam a vida do paciente. Ao modular circuitos cerebrais específicos, a neurocirurgia funcional abre caminho para tratamentos mais precisos, personalizados e eficazes. Para quem convive com sintomas incapacitantes apesar do tratamento clínico, a DBS pode representar a possibilidade real de retomar autonomia, movimento e qualidade de vida.

Dr. Cesar Cimonari de Almeida – CRM/SP 150620 | RQE 66640
Neurocirurgião
Membro da Brazil Health



Fonte: Jovem Pan

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