Desde sua estreia oficial no cenário musical, Charli XCX vem trilhando um caminho de extremo sucesso e aclamação, resultado de sua visão única dentro de uma indústria marcada por um pós-construtivismo que fragmentada e capitaliza cada vez mais a criação artística. Não é surpresa que, ao lado de nomes como A.G. Cook e SOPHIE, Charli tenha se encontrado na estética do PC music e do hyperpop, encabeçando ícones do gênero como “Vroom Vroom” e “White Mercedes”.
Em 2023, Charli encontrou espaço de sobra para lançar uma das produções mais prestigiadas da década, o irretocável ‘BRAT’, que lhe rendeu não apenas três estatuetas do Grammy, mas a eternizou dentro de um momento cultural e político de maneira inesperada. Agora, navegando rumo à sua próxima era, ela continua a nos presentear com algumas faixas do vindouro ‘Wuthering Heights’, seu sétimo compilado de originais que segue o lançamento do remake de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’.
Tendo reafirmado sua identidade única com as tracks “House” e “Chains Of Love”, Charli nos entregou nos últimos dias o novo single do álbum – “Wall of Sound”. Lançada neste último dia 16 de janeiro, a canção de pouco menos de dois minutos e meio acompanha a estética propositalmente dissonante das incursões anteriores, valendo-se de um arranjo urgente de cordas e de sintetizadores que se aglutinam em caráter derradeiro, melancólico e fabulesco. Responsável pelos repetitivos versos – que, de certa maneira, refletem a complexa relação entre Catherine e Heathcliff, protagonistas do romance de Emily Brontë e do filme de Emerald Fennell – ao lado de Finn Keane, a artista singra pelas pulsões da psique humana e das turbulências de um amor proibido, traduzindo a temática em uma experiência sensorial prática e que entrega o que promete.
Mais do que isso, Charli faz questão de valer-se de elementos já engendrados em momentos diversos de sua carreira, pegando aspectos de álbuns como ‘Pop 2′, ‘Charli’ e ‘how i’m feeling now’ para arquitetar uma ambientação intrincada e recheada de sutilezas musicais que chegam até mesmo a mencionar tropos das trilhas sonoras de filmes de suspense. A musicista faz isso através da produção certeira de Keane, colaborador de longa data que, através de movimentos frenéticos e constantes, dá vida a um organismo vivo que se expande e se contrai em meio aos percalços da paixão.
É notável como Charli e seus parceiros trabalham de forma suntuosa a questão da atemporalidade, quase tangenciando um proposital anacronismo que une séculos distintos da música em um mesmo lugar – fazendo questão de que esse seja o fio condutor do álbum e das três faixas divulgadas até o momento, incluindo a de que este texto se refere.
Lembrando que’Wuthering Heights’ tem lançamento agendado para 13 de fevereiro nas plataformas de streaming.
Fonte: CINEPOP

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