The Pitt não é o tipo de série que termina com ganchos artificiais. Contada no formato de tempo real, como 24 Horas, cada temporada acompanha um único e exaustivo plantão de 15 horas no pronto-socorro do Pittsburgh Trauma Medical Center, com cada episódio representando uma hora desse turno.
Apesar da premissa parecer arriscada, o resultado foi exatamente o oposto: The Pitt se consolidou como um dos melhores dramas médicos de 2025 ao priorizar pacientes e decisões profissionais, em vez de focar apenas no drama pessoal da equipe.
Com a 2ª temporada marcada para 8 de janeiro e prometendo um salto temporal, vale relembrar a seguir os principais acontecimentos do primeiro ano.
Mudanças na equipe e despedidas importantes
O turno diurno é liderado pelo Dr. Robby Robinavitch, interpretado por Noah Wyle, ao lado de médicos, enfermeiros e residentes. Ainda assim, a 1ª temporada passou por mudanças profundas. A mais marcante foi a saída da residente sênior Heather Collins, vivida por Tracy Ifeachor, que desaparece após o episódio 11.
Abalada pela perda de uma gravidez e após revelar a Robby um aborto ocorrido anos antes, ela é aconselhada a tirar um tempo de descanso. Pouco depois, ocorre um tiroteio em massa em um show, e Heather não retorna mais. Posteriormente, foi confirmado que a personagem não voltará à série, embora ainda não esteja claro como sua ausência será tratada.
Outro arco central envolve o Dr. Frank Langdon, interpretado por Patrick Ball, braço direito de Robby. Ele é denunciado pela residente do primeiro ano Trinity Santos (Isa Briones) por roubar e usar drogas do hospital. A princípio vista como implicância, a acusação se confirma quando Robby encontra drogas no armário de Frank.
Mesmo retornando temporariamente durante o caos causado pelo tiroteio, Langdon é afastado e enviado para um programa de reabilitação de 30 dias, além de testes frequentes e reuniões de Narcóticos Anônimos. Na 2ª temporada, com o salto temporal, ele retorna ao trabalho, agora lidando com a pressão do cargo e a necessidade de provar que é confiável.


Outros conflitos deixados em aberto
A temporada também levantou dúvidas sobre outros personagens. Dana Evans (Katherine LaNasa), enfermeira-chefe e pilar do hospital, considera se aposentar após um dia extremo, mas os trailers indicam que ela decide voltar.
Já a Dra. Cassie McKay (Fiona Dourif) quase é presa após remover a tornozeleira eletrônica para salvar vidas, enquanto a Dra. Samira Mohan (Supriya Ganesh) enfrenta sinais claros de esgotamento profissional.
O estudante de medicina Dennis Whitaker (Gerran Howell) é descoberto morando em uma ala abandonada do hospital, e a Dra. Mel tenta equilibrar a rotina intensa do pronto-socorro com os cuidados à irmã autista.


Um final poético após um dia devastador
No episódio final, Robby chega ao limite físico e emocional. Além de decisões médicas impossíveis, ele lida com casos marcantes: uma mãe antivacina que se recusa a tratar o filho, irmãos obrigados a desligar os aparelhos do pai moribundo e o luto ainda mal resolvido pela perda de um colega na pandemia. O golpe final vem com a morte de Leah, namorada de Jake Malloy (Taj Speights), que culpa Robby por não ter conseguido salvá-la.
O plantão termina onde começou: no topo do prédio. Lá, Robby encontra o Dr. Jack Abbot (Shawn Hatosy), que lhe oferece palavras de apoio. Juntos, eles descem para encontrar os residentes em um parque próximo, onde compartilham cervejas e alguns minutos de alívio antes de tudo recomeçar.
Com um primeiro ano intenso e profundamente humano, The Pitt retorna para a 2ª temporada prometendo explorar as consequências dessas escolhas e feridas emocionais, agora sob uma nova perspectiva temporal.
Fonte: CINEPOP




