Um homem condenado por homicídio foi preso na noite de domingo (4) no município de Codó (MA) por porte ilegal de arma de fogo. O preso foi identificado como João Batista Desidério Mesquita, de 36 anos, conhecido como Batista. A prisão foi efetuada por policiais militares do 17º Batalhão da Polícia Militar, na Avenida Santos Dumont, bairro São Sebastião.
De acordo com informações do repórter Gildo Brito, a equipe de plantão da Força Tática do 17º BPM recebeu denúncia informando que um indivíduo estaria circulando desde a manhã armado em uma caminhonete Fiat Titano, cor vermelha, no bairro Codó Novo, supostamente à procura de rivais. Durante rondas de rotina, os policiais localizaram o veículo com as mesmas características e realizaram a abordagem.
Durante a revista no automóvel, os policiais encontraram, no porta-luvas, uma pistola calibre .40, municiada, além de um carregador adicional. A arma possuía o brasão e inscrições da Polícia Civil do Estado do Piauí (PC-PI), sendo constatado posteriormente que o armamento possui registro de roubo.
Conforme a Polícia Militar, foram apreendidos 25 munições calibre .40, dois carregadores de pistola, R$ 534 em dinheiro, cinco cartões bancários, uma carteira porta-cédulas, além do CRLV do veículo. A caminhonete Fiat Titano, modelo Ranch, também foi apreendida e apresentada na delegacia.


Condenado em 2021
João Batista foi condenado por homicídio. Ele e Francisco Renan Silva Ferreira foram sentenciados em junho de 2021 pelo Conselho de Sentença da 3ª Vara de Codó a penas que, somadas, ultrapassam 30 anos de reclusão, com cumprimento inicial em regime fechado. João Batista recebeu 14 anos de prisão, enquanto Francisco Renan foi condenado a 16 anos e quatro meses.
Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia 3 de junho de 2018, os dois efetuaram vários disparos de arma de fogo contra Carlos Pereira, durante um evento conhecido como Forró do Velho, no bairro Codó Novo. A vítima foi baleada e morta na presença da esposa. João Batista confessou participação no crime e apontou Francisco Renan como comparsa. O homicídio teria sido motivado por um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas, e uma das armas utilizadas foi encontrada na residência de João Batista.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que também apura as circunstâncias do roubo da arma pertencente à Polícia Civil do Piauí.
Fonte: Portal do Maranhão




