‘Espero que não venham’, diz Nunes sobre venezuelanos após prisão de Maduro

‘Espero que não venham’, diz Nunes sobre venezuelanos após prisão de Maduro

Prefeito avalia que queda do regime reduz necessidade de fuga, mas garante que a rede municipal manterá o acolhimento caso os imigrantes cheguem à capital

Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo‘Espero que não venham’, diz Nunes sobre venezuelanos após de Maduro

O prefeito de , Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (5) que espera que venezuelanos não voltem a migrar para a capital paulista, após a captura do ditador , em uma militar dos Estados Unidos. Apesar disso, disse que a cidade seguirá acolhendo imigrantes caso haja necessidade.

“Espero que não venham, até porque agora eles não têm necessidade. Se vierem, obviamente, a cidade de São Paulo e o Estado de São Paulo vão a todos com muito carinho, como sempre fizeram”, afirmou Nunes, ao comentar o cenário político na .

A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em um evento de entrega de títulos de regularização fundiária urbana da CDHU, com a presença do governador em exercício Felicio Ramuth (PSD).

Segundo o prefeito, a expectativa é de que a saída de Maduro reduza o fluxo migratório. “A nossa expectativa agora é que diminua a necessidade de que as pessoas fujam dos seus países”, disse, ao afirmar que o venezuelano exercia o cargo de forma ilegítima após eleitoral. Ele lembrou que mais de 8 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos anos.

Nunes afirmou que São Paulo atualmente acolhe 1.009 venezuelanos em sua rede de atendimento. De acordo com o prefeito, os angolanos representam hoje o maior grupo de acolhidos na cidade, seguidos pelos venezuelanos. “Se vierem, a gente vai absorver”, disse. “Hoje nós temos 27 mil vagas e 21 mil estão ocupadas.”

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O governador em exercício Felicio Ramuth reforçou a avaliação de que o movimento migratório tende a diminuir. Para ele, a retomada de liberdades políticas e econômicas na Venezuela pode levar ao retorno de venezuelanos que deixaram o país. “Com o país livre, isso pode atrair aqueles que foram exilados e agora terão oportunidade de voltar”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão política em Caracas e ao reforço da fiscalização de imigrantes em Pacaraima (RR), cidade brasileira na fronteira com a Venezuela, após a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, no sábado (3).

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nícolas Robert



Fonte: Jovem Pan

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