A atriz francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28) aos 91 anos. Desde a década de 1970, ela vivia uma aposentadoria reclusa na Riviera Francesa e se dedicava à defesa dos direitos dos animais. Durante as raras aparições públicas e entrevistas, também chamou atenção pela afinidade com a ultradireita do país.
Em 1992, Brigitte Bardot se casou com Bernard d’Ormale, antigo conselheiro do partido de ultradireita Frente Nacional, que depois foi renomeado como União Nacional.
Mais tarde, ela apoiou publicamente os líderes do partido, Jean-Marie Le Pen e a sua filha Marine Le Pen. Brigitte chegou a chamar Marine Le Pen de “a Joana D’Arc do século 21”.
O presidente do União Nacional, Jordan Bardella, lamentou a morte de Bardot neste domingo (28), pontuando que ela personificou uma ideia de coragem e liberdade.
“O povo francês perde hoje a Marianne que tanto amou e cuja beleza encantou o mundo. Brigitte Bardot era uma mulher de coração, convicção e caráter”, disse Bardella.
“Patriota fervorosa e amante dos animais que protegeu durante toda a vida, ela, sozinha, personificou toda uma era da história francesa e, acima de tudo, uma certa ideia de coragem e liberdade”, acrescentou.
Le peuple français perd aujourd’hui la Marianne qu’il a tant aimée et dont la beauté a stupéfié le monde.
Brigitte Bardot fut une femme de cœur, de conviction et de caractère.
Ardente patriote, amoureuse des animaux qu’elle a protégés toute sa vie, elle incarna à elle seule… pic.twitter.com/I2OlTsuVxy
— Jordan Bardella (@J_Bardella) December 28, 2025
As declarações políticas de Brigitte Bardot foram motivo de controvérsias. Suas falas sobre imigração, islamismo e homossexualidade levaram a uma série de condenações por incitação ao ódio racial.
Entre 1997 e 2008, ela foi multada seis vezes pelos tribunais franceses pelos seus comentários, principalmente aqueles contra a comunidade muçulmana francesa.
Em um dos casos, Brigitte foi condenada por um tribunal de Paris a pagar uma multa de 15 mil euros por descrever os muçulmanos como “essa população que está nos destruindo, destruindo o nosso país ao impor os seus atos”.
A atriz também rejeitou a associação ao feminismo. Questionada pelo canal francês BFM TV, em maio de 2025, se ela se considerava um símbolo da revolução sexual, ela disse: “Não, porque antes de mim já tinham acontecido muitas coisas – elas não esperaram por mim. Feminismo não é minha praia; eu gosto de homens.”
*Com informações da Reuters
Fonte: CNN Brasil




