Trump anuncia intenção de suspender imigração de países que chama de “terceiro mundo”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que sua administração pretende “suspender permanentemente a imigração de todos os países do terceiro mundo”. A declaração foi publicada em sua conta na Truth Social na noite de quinta-feira, 27, poucas horas após o ataque que resultou na morte de dois membros da Guarda Nacional em Washington, D.C. A proposta reacende debates sobre políticas migratórias e a postura do governo em relação à segurança nacional.
Trump publicou a mensagem após as 23h, iniciando-a com a expressão “um feliz Dia de Ação de Graças”. Ele acrescentou que seu governo planeja encerrar todos os benefícios e subsídios federais destinados a não cidadãos e afirmou que pretende remover do país “qualquer pessoa que não seja um ativo líquido para os Estados Unidos”.
Medida ainda não tem detalhes operacionais
Apesar da retórica firme, não está claro como a suspensão total da imigração seria implementada. Restrições anteriores adotadas por Trump sofreram contestação judicial e resistência no Congresso. Ainda não houve anúncio formal de um decreto ou medida executiva que esclareça a abrangência da proposta.
Durante seu primeiro mandato, o governo Trump tentou impor bloqueios migratórios imediatos a países considerados “de risco”, o que gerou intensa disputa nos tribunais federais. A política foi posteriormente reformulada e, anos depois, revogada pela administração Biden. Críticos afirmam que a nova declaração revive elementos semelhantes a essas restrições.
Ataque em Washington e repercussão política
Na mesma noite, Trump anunciou a morte de Sarah Beckstrom, integrante da Guarda Nacional, que foi uma das vítimas do ataque ocorrido na quarta-feira nas proximidades da Casa Branca. Andrew Wolfe, de 24 anos, também membro da Guarda, permanece hospitalizado em estado crítico.
As autoridades identificaram o suspeito como Rahmanullah Lakanwal, nacional afegão que entrou nos Estados Unidos em setembro de 2021 por meio de um programa criado pela administração Biden para reassentar afegãos após a retirada militar dos EUA daquele país. Lakanwal recebeu asilo em abril deste ano, já sob o governo Trump. Na quinta-feira, a CIA informou que o suspeito trabalhou anteriormente com unidades militares apoiadas pela agência durante a guerra no Afeganistão.
Lakanwal foi ferido e está sob custódia. O ataque gerou imediata reação política, impulsionando declarações mais rígidas do governo em relação à imigração e ao controle de fronteiras.
Governo amplia revisão de processos migratórios
Nas 24 horas após o ataque, a administração Trump anunciou uma revisão extensa na política migratória. O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) suspendeu indefinidamente o processamento de pedidos de imigração relacionados a afegãos, medida que pode ser ampliada para outros países.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que a revisão inclui todos os pedidos de asilo aprovados durante o governo Biden, embora não esteja claro se a reavaliação abrangerá cidadãos de todos os países ou será direcionada a regiões consideradas de maior risco.
Joseph Edlow, diretor do USCIS, afirmou que o órgão está cumprindo orientação presidencial para realizar uma “revisão completa e rigorosa” de green cards concedidos a estrangeiros. Ele não detalhou quais países seriam incluídos, mas mencionou que a medida dialoga com um bloqueio migratório emitido por Trump em junho, que atingiu cidadãos de 19 países, entre eles Afeganistão, Burundi, Laos, Togo, Venezuela, Serra Leoa e Turcomenistão.
Tropas da Guarda Nacional continuam mobilizadas
Desde agosto, tropas da Guarda Nacional estão posicionadas em Washington, D.C., após o governo declarar “estado de emergência criminal” e reforçar o policiamento federal e local. Após o ataque, Trump anunciou a mobilização de mais 500 integrantes da Guarda Nacional para a capital. Um juiz federal determinou na semana passada a suspensão dessa mobilização, mas adiou por 21 dias a execução da decisão para permitir recurso do governo.
Retórica migratória ganha força no segundo mandato
A declaração de Trump sobre a suspensão total de imigração reforça a linha dura adotada em seu segundo mandato, marcada por propostas de deportações em massa e restrições abrangentes à entrada de estrangeiros. O termo “terceiro mundo” não foi definido oficialmente, e especialistas apontam que sua imprecisão pode gerar impactos diplomáticos e legais.
Enquanto a Casa Branca ainda não apresentou diretrizes formais para a nova política, o anúncio já provocou repercussão internacional e intensificou debates internos sobre imigração, segurança e direitos humanos.
Esse conteúdo Trump afirma que pretende suspender imigração de países considerados “de terceiro mundo” foi criado pelo site Fatos Desconhecidos.




