Bolsonaro inicia cumprimento de pena de 27 anos na Polícia Federal

Bolsonaro inicia cumprimento de pena de 27 anos na Polícia Federal

Alexandre de Moraes decreta trânsito em julgado da condenação por e ordena custódia imediata em Sala de Estado-Maior

Wilton Junior/Estadão ConteúdoMinistro Alexandre de Moraes, do , ordena o início imediato do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do (STF), ordenou, nesta terça-feira (25), o início imediato do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ordem ocorre após a Primeira Turma da Corte rejeitar o último recurso da defesa e declarar o trânsito em julgado da ação penal que condenou a cúpula do antigo por tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro deverá cumprir a pena, inicialmente em regime fechado, nas dependências da Superintendência Regional da , no Distrito Federal. A especifica que o ex-presidente não ficará em uma cela comum, mas sim em uma “Sala de Estado-Maior”, prerrogativa prevista em lei para determinadas autoridades e oficiais.

O documento assinado por Moraes instrui explicitamente a manutenção de uma equipe médica em tempo integral à disposição do ex-presidente, garantindo atendimento de saúde ininterrupto durante sua custódia. Uma audiência de custódia foi agendada para esta quarta-feira (26) e será realizada por videoconferência.

Condenação

Jair Bolsonaro foi sentenciado a um total de 27 anos e 3 meses de reclusão, além do pagamento de multa. As acusações confirmadas pela Corte incluem:

  • Armada;

  • Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito;

  • Golpe de Estado;

  • Dano Qualificado ao Patrimônio da União;

Além da privação de liberdade, o STF decretou a inelegibilidade do ex-mandatário, bem como a perda de patentes e postos para os militares envolvidos na trama.

Fim dos recursos

A prisão foi decretada após a rejeição dos chamados “embargos de declaração”. A defesa de Bolsonaro tentou argumentar que ainda caberiam “embargos infringentes” (um tipo de recurso usado quando há divergência de votos), o que poderia adiar a prisão. No entanto, Moraes indeferiu o pedido, sustentando que o placar da votação no Plenário não atingiu os requisitos mínimos para esse tipo de apelação e que a manobra tinha caráter meramente protelatório para atrasar a . Com isso, o ministro declarou o trânsito em julgado, não restando mais opções de recurso para a liberdade imediata.

Cúpula do antigo governo também detida

A decisão não afeta apenas o ex-presidente. A ordem de execução de pena abrange o “núcleo duro” do governo anterior, composto por ministros e generais de alta patente, que também devem se apresentar para o cumprimento de suas sentenças. Entre eles estão:

  • Walter Braga Netto (General e ex-candidato a vice): condenado a mais de 26 anos;

  • Anderson Torres (Ex-ministro da Justiça): condenado a 24 anos;

  • Almir Garnier (Almirante): condenado a 24 anos;

  • Augusto Heleno (General e ex-GSI): condenado a 21 anos;

O tenente-coronel Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração premiada, teve sua pena fixada em 2 anos, a serem cumpridos em regime inicial aberto, devido à sua cooperação com as investigações que revelaram a estrutura da organização.

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A ação penal é o desfecho das investigações sobre a tentativa de ruptura institucional planejada após as eleições de 2022. O STF concluiu que houve o uso da máquina pública, incluindo a estrutura da Polícia Rodoviária Federal e reuniões com as Forças Armadas, para tentar impedir a posse do governo eleito, culminando nos ataques de 8 de Janeiro de 2023. A Corte entendeu que Bolsonaro exerceu a função de líder dessa estrutura criminosa, coordenando os esforços para subverter o regime democrático brasileiro.



Fonte: Jovem Pan

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