O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, convocou uma nova reunião para a tarde desta sexta-feira (21) para tentar solucionar as divergências que travam a construção de um acordo na conferência.
A reunião acontecerá às 17h no escritório da presidência da COP30. O encontro será restrito e contará apenas com a presença de dois representantes de cada um dos blocos negociadores.
A roda de conversa vai deliberar sobre financiamento climático para adaptação, medidas unilaterais de comércio, insuficiência das metas climáticas e o mapa do caminho para redução dos combustíveis fósseis.
A presidência da COP30 divulgou nesta sexta um novo rascunho da decisão final da conferência. O texto retirou a proposta de criação de um plano de transição para a eliminação gradual do uso de combustíveis fósseis, aposta do Brasil para a conferência e que havia sido defendido por mais de 80 países, de acordo com o governo.
A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, se reuniu pela manhã com negociadores dos quase 200 países que participam da COP30 para ouvi-los sobre os principais pontos de discordância remanescentes.
O debate sobre uma proposta para a transição de combustíveis fósseis para energias renováveis coloca em lados opostos países árabes – liderados por Arábia Saudita –, China, Índia e Rússia, contrários à inclusão do assunto no texto final da COP30, e Brasil, Colômbia, Chile, União Europeia, Panamá e países insulares, defensores da proposta.
A retirada do mapa do caminho do rascunho divulgado nesta sexta fez com que países europeus impusessem dificuldades para discutir outros temas, como o financiamento climático para adaptação e medidas unilaterais de comércio.
Diante da falta de consenso entre os países nos encontros realizados na manhã desta sexta, novas reuniões estão programadas para o decorrer do dia. A ideia da presidência da COP30 é que representantes dos blocos apresentem opções para o texto divulgado na madrugada desta sexta. As propostas serão apresentadas e debatidas no encontro.
“Temos que preservar este regime com o espírito de cooperação e não com o espírito de quem vai ganhar ou quem vai perder. Porque sabemos que, com o Acordo de Paris, pelo qual tanto lutamos durante todos estes anos, se não o fortalecermos, todos perderão. Todos perderão”, afirmou mais cedo Corrêa do Lago às delegações.
Fonte: CNN Brasil




