PL do Streaming: setor audiovisual cobra Lula por regulação imediata

PL do Streaming: setor audiovisual cobra Lula por regulação imediata

Profissionais do audiovisual brasileiro estão unidos contra o texto do (PL) n.º 8.889/2017, que regulamenta o setor de streaming no Brasil. Nesta segunda-feira (3/11), cineastas, artistas, roteiristas, produtores e técnicos encaminharam uma documento cobrando ações imediatas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No manifesto, também endereçado ao Presidente da Câmara, Hugo Motta, e aos líderes partidários, o setor audiovisual brasileiro aponta o Projeto de Lei como um risco de destruição na regulação do streaming.

“Deve-se lembrar ao presidente Lula: a cultura o apoiou na eleição acreditando em uma política audiovisual séria e efetiva. Hoje, anos após a eleição, nosso setor passa por dificuldades. Esperamos que o governo Lula e o Congresso Nacional possam garantir mais do que festejar o cinema nacional em tapetes vermelhos mundo afora, privilegiando a construção de uma audiovisual verdadeiramente brasileira e soberana com visão estratégica de Estado.”

3 imagensKleber Mendonça FilhoWagner Moura em cena do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça FilhoFechar modal.1 de 3

Presidente Lula recebe, ao lado da primeira-dama Janja, a produção e o do filme O , no Palácio da Alvorada Metropoles 3

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto2 de 3

Kleber Mendonça Filho

Nina Quintana/Metrópoles3 de 3

Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

Divulgação

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A solicitação dos agentes do audiovisual é que o relatório apresentado pelo deputado Dr. Luizinho seja rejeitado imediatamente. Atualmente, o PL nº 8.889/2017 está em tramitação na Câmara dos Deputados.

O que diz o texto do projeto de lei

A nova versão do PL, apresentada na segunda-feira (27/10) e alterada na última sexta-feira (31/10), permite que o fomento público seja usado por canais de TV e por subsidiárias de plataformas estrangeiras no Brasil. Esta legislação proposta permite, ainda, que sejam criadas produtoras brasileiras controladas por plataformas estrangeiras.

Nesta situação, os produtores independentes sairiam em desvantagem, que a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) seria reduzida em até 70%, ampliando a destinação de recursos e subsídios para fora da cadeia produtiva independente.

Além disso, o Projeto de Lei n.º 8.889/2017 facilita que os investimentos federais sejam canalizados para grandes grupos, por conta da proposta de redução das alíquotas (tributos) da Condecine-Streaming de 6% para 4%. Tal ação é condenada pelo manifesto do setor cultural.

“Se o projeto de lei for aprovado em seus moldes atuais, o presidente não precisará gastar para proteger os interesses das suas Big Techs, porque nosso Congresso já estará cumprindo vergonhosamente com essa missão”, diz o texto endereçado ao presidente Lula.

Reivindicação do setor audiovisual

A intenção dos profissionais é uma regulação da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) em no mínimo 6%, sem a redução de 70%, proposta no novo texto do Projeto de Lei.

Além disso, a fixação de uma cota de 20% de obras nacionais nos catálogos das plataformas, bem como o uso dos recursos públicos exclusivamente para a produção independente brasileira, com destinação dos recursos majoritariamente ao Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Atos pelo Brasil

Além do manifesto, o setor audiovisual realizou atos públicos nessa segunda-feira (3/11) em São Paulo, no Rio de Janeiro, em e em Porto Alegre.

Nesta terça-feira (4/11), a manifestação será em Brasília, no Congresso Nacional. “Troca o relator, faz um novo texto. Não deixa passar essa bomba”, diz a convocação para os atos.

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