Entenda o projeto antifacção assinado por Lula

Entenda o projeto antifacção assinado por Lula

PL cria mecanismos que aumentam o poder do Estado e das forças policiais para investigar e asfixiar financeiramente os grupos criminosos

ALAOR FILHO/ESTADÃO CONTEÚDOBrasil, , RJ. 07/06/2005. Popular passa diante de muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho e furado por tiro, um dia após tiroteio entre policiais e traficantes do morro do Cantagalo, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. O tiroteio que iniciou-se por volta dás 22:30hs, provocou pânico nos moradores e frequentadores dos bares nas proximidades da Praça General Osório. Carros e apartamentos foram atingidos e os fecharam suas portas.

O presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta sexta-feira (31) um projeto antifacção. O documento foi enviado ao Nacional e, segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve ter prioridade. A medida, uma aposta do para tentar sufocar o crime organizado, tem como objetivo derrotar o crime organizado com o esforço conjunto de todas as esferas de poder.

O projeto cria mecanismos que aumentam o poder do Estado e das forças policiais para investigar e asfixiar financeiramente as facções, e garante instrumentos que blindam os órgãos públicos da atuação de membros desse tipo de organizações criminosas. O tem alguns eixos centrais que vão pontos centrais que vão ser discutidos, sendo eles:

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Aumento de pena: Projeto prevê a elevação da pena máxima, que hoje é de 8, para 20 anos. Em caso de , como houve na megaoperação do Rio de Janeiro, a pena pode chegar a 30 anos de prisão.

Infiltração de agentes: nas organizações criminosas: pretende facilitar a entrada de polícias e colaboradores nas facções para realizar uma na estrutura interna.

Falsificação ideológica protegida por lei: Órgãos públicos criam ‘identidades fictícias’ (com nome, filiação, etc.) para os agentes infiltrados e elas tem sigilo de, no mínimo, 4 anos após o fim da operação, com objetivo de garantir a do policial.

Criação de empresas fictícias: Possibilita que o poder público crie empresas de fachada para fingir ser parte do esquema criminoso, com o objetivo de desbaratar a rede de lavagem de dinheiro. Caso haja indícios de que a empresa investigada está sendo usada por uma facção, o juiz poderá determinar uma ‘intervenção judicial’, que permitirá a nomeação de um gestor externo para assumir a administração do negócio.

Asfixia financeira: no momento da intervenção, o juiz decretará o bloqueio imediato de todas as operações financeiras e societárias da empresa, além da suspensão de contratos que ela tenha com o poder público.

Por se tratar de um projeto de lei ordinário, há chances de que o texto chegue à Câmara dos e tenha urgência aprovada para ser votado diretamente no plenário, sem passar por comissões, o que poderia levar a uma aprovação ainda no mês de novembro. Já a PEC da segurança deve ter parecer apresentado apenas no dia 4 de dezembro, com votação em seguida.

 



Fonte: Jovem Pan

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