Audiência pública no STF debate pejotização nas relações de trabalho nesta segunda-feira

Audiência pública no STF debate pejotização nas relações de trabalho nesta segunda-feira

Debates, que serão abertos às 8h pelo ministro Gilmar Mendes, contarão com a presença de especialistas em direito trabalhista, representantes de sindicatos, do Ministério do e de setores empresariais

Andressa Anholete/SCO/Ministro Gilmar Mendes durante a no STF

O (STF) promove nesta segunda-feira (6) uma audiência pública para debater a pejotização nas relações de trabalho. O fenômeno ocorre quando empresas contratam prestadores de como pessoa jurídica para fugir do vínculo trabalhista. Os debates serão abertos às 8h, pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações que tratam da questão, e contarão com a presença de especialistas em direito trabalhista, representantes de sindicatos, do Ministério do Trabalho e Emprego, do Trabalho (MPT) e dos setores empresariais.

Em abril deste ano, o ministro suspendeu todas as ações sobre o tema que estão em tramitação no país e convocou a audiência pública. Os processos só voltarão a tramitar após a decisão da Corte sobre a legalidade da pejotização. A data do julgamento não foi definida. Ao determinar a audiência pública, Gilmar Mendes disse que os debates vão ajudar no exame da questão e definir balizas para contratação de autônomos e pessoas jurídicas.

Após a decisão do ministro, entidades que representam magistrados do trabalho e a seccional da Ordem dos Advogados do em (OAB-SP) defenderam a competência da do Trabalho para julgar casos envolvendo a pejotização. Pejotização é um termo usado para caracterizar contratações de trabalhadores como pessoas jurídicas pelas empresas. Os PJ, como são chamados, não têm carteira de trabalho assinada. Essa modalidade ganhou força com a reforma trabalhista, de 2017, que permitiu a terceirização do trabalho para atividades-fim da empresa.

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Desde então, milhares de processos chegaram às varas da Justiça do Trabalho, e trabalhadores contratados como PJ passaram a buscar o reconhecimento de vínculo empregatício. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), de 2020 a março de 2025, foram ajuizadas 1,2 milhão de reclamações trabalhistas por causa da terceirização.

*Com informações da Agência Brasil 

 

 



Fonte: Jovem Pan

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