Escolha de Paulinho da Força para relatar anistia gera desconfiança entre governo e oposição

Escolha de Paulinho da Força para relatar anistia gera desconfiança entre governo e oposição

Reunião do deputado do Solidariedade com Michel Temer e Aécio Neves desagradou a governistas; parlamentares ligados a Bolsonaro temem que anistia seja ‘enterrada’

Reprodução/Instagram/@aecionevesoficialAécio Neves, Paulinho da Força e Michel Temer em encontro sobre o PL da Anistia

A nomeação do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator do que trata da anistia ou redução de penas para os condenados pelos atos de abriu uma frente de desconfiança tanto no governo quanto na oposição. Parlamentares ligados ao ex-presidente (PL) temem que a anistia ampla, que poderia beneficiá-lo diretamente, seja descartada. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já declarou que uma proposta apenas de “dosimetria” — ou seja, de redução de penas — “não interessa” ao partido. bolsonaristas passaram a chamar a mudança de nome de “enterro” do projeto da anistia.

Do outro lado, o governo e aliados receberam mal o gesto de Paulinho ao se reunir, na quinta-feira (18), com Michel Temer (MDB) e Aécio Neves (PSDB) na casa do ex-presidente, em . O encontro também contou com a participação remota do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e discussões com ministros do (STF). A aproximação foi vista por petistas como um sinal de que o relator pode atuar em sintonia com figuras que não gozam de prestígio no campo governista.

Na saída da reunião, Paulinho anunciou que o texto não será mais chamado de “PL da Anistia”, mas de “PL da Dosimetria”, defendendo que o objetivo é “pacificar o Brasil”. A proposta deve reduzir penas, sem extinguir condenações, respeitando a posição já manifestada pelo STF de que crimes contra o Estado Democrático de Direito não podem ser perdoados.

Segundo minuta em discussão, a pena mínima para crimes como abolição violenta do Estado democrático de Direito e golpe de Estado cairia pela metade, e não haveria soma entre esses dois crimes. A expectativa é beneficiar principalmente os 141 presos atualmente pelos atos golpistas, permitindo progressão de regime. No caso de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo, haveria redução limitada no tempo de reclusão.

Apesar de a Câmara ter aprovado regime de “urgência urgentíssima” para acelerar a tramitação, o caminho não deve ser simples. A bancada bolsonarista promete apresentar emendas para manter a proposta de anistia total, enquanto setores do PT resistem até mesmo à ideia de redução de penas se esta alcançar Bolsonaro. “A anistia será barrada no , vetada pelo presidente e declarada inconstitucional pelo Supremo”, disse o líder petista Lindbergh Farias (RJ).

Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!

Nas , o clima já é de polarização. Para aliados de Bolsonaro, a relatoria de Paulinho seria uma “manobra do sistema” para impedir a anistia. Entre governistas, o encontro com Temer e Aécio foi criticado como um “mau começo” para o relator. Com a pressão vinda de ambos os lados, Paulinho corre contra o tempo para apresentar um parecer e tentar levar o projeto a votação na próxima semana. O desafio será encontrar um ponto de equilíbrio entre as expectativas do STF, a resistência do governo e a cobrança da oposição bolsonarista por uma anistia ampla.

Publicada por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de



Fonte: Jovem Pan

Foto de Redação

Redação

Assessoria de comunicação da agência SLZ7. Uma empresa de desenvolvimento e marketing digital que oferece soluções estratégias e fortalecimento de marcas aumentando a presença online

Foto de Redação

Redação

Assessoria de comunicação da SLZ7

publicidade

Veja mais

publicidade

error: Content is protected !!